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O primeiro-ministro apontou duas razões para explicar o adiamento da construção da ligação do TGV entre Lisboa-Porto e Porto-Vigo.
José Sócrates justifica o adiamento da construção do TGV com a necessidade de reduzir o défice mas também como forma de "aproximação" de outras forças políticas, que tanto criticaram este projecto.
Segundo Sócrates "a ligação entre Porto e Vigo estava também condicionada por decisões do lado do reino de Espanha, mas sobre a ligação de Lisboa-Porto tomámos a decisão de adiamento por forma a que não tenha impacto financeiro nos exercícios orçamentais até 2013".
O chefe de Governo apresenta ainda outra justificação: "Foi uma forma de nos aproximarmos de outras posições politicas que possam permitir um apoio politico a este PEC que é absolutamente necessário", explicou.
Manuela Ferreira Leite já admitiu que o adiamento do TGV vai ao encontro das críticas feitas pelo PSD relativamente ao projecto.
"Nunca poderia deixar de dar razão quando o país está totalmente endividado e é difícil pensarmos em encargos adicionais para além do endividamento que já temos. Quando não há dinheiro, esse motivo sobrepõe-se a qualquer outra decisão, por mais racional que ela seja", comentou a líder dos sociais democratas.
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