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Se a vida não está fácil para o Governo de Pedro Passos Coelho, o líder da oposição também não vive dias felizes.
A liderança de António José Seguro tarda em arrancar, o que tem sido notado nas sondagens onde o PS aparece longe do PSD que, apesar de todas as medidas de austeridade, mantém a preferência dos portugueses. Primeiro que tudo, Seguro ainda não conseguiu arrumar a casa. A herança e a sombra de José Sócrates pesam e têm dificultado a afirmação do novo secretário-geral dos socialistas. Sem a pacificação interna, dificilmente Seguro conseguirá conquistar os portugueses pois surgirão sempre criticas a provocar ruído. A votação do Orçamento do Estado para 2012 vai ser um momento importante para Seguro mostrar quem manda. Já se percebeu que os herdeiros de Sócrates querem votar contra a proposta do Governo que vai além das negociações com a ‘troika', preconizadas por alguns desses herdeiros que na altura eram ministros. António José Seguro parece preferir uma opção mais construtiva como a abstenção. Já o País precisava de um voto a favor dos socialistas para confirmar a imagem de união à volta do plano de austeridade, que tanto tem agradado aos credores e à ‘troika'. Ainda é cedo para antecipar o resultado da votação mas é nestes momentos decisivos que as lideranças montam alicerces fortes. Seguro tem a acção e a palavra.
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