Mais Lidas
Poul Thomsen pediu “um primeiro passo ambicioso” de redução da taxa em 2012, na ordem dos 8,5 pontos percentuais.
Comunidade
Durante 15 dias, os peritos do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu passaram a pente fino as contas públicas portuguesas e verificaram se o Governo estava a cumprir cada uma das medidas definidas no âmbito do resgate financeiro de Portugal.
O País passou no teste, o acordo inicial foi revisto, de forma a eliminar toda e qualquer margem de escapatória ao rumo pretendido. Os peritos do FMI também publicaram um relatório com a sua avaliação do desempenho da economia e do Executivo de Passos Coelho. Conheça os resultados ao pormenor
Controlo Orçamental
- O novo documento introduz a necessidade de medidas adicionais no valor de 0,6% do PIB.
- Na primeira versão do memorando não havia qualquer referência à utilização dos fundos de pensões para tapar derrapagens do défice. Agora o documento torna claro que os fundos de pensões só serão uma medida válida para corrigir o défice deste ano e não serão aceites para 2012.
- A actualização do memorando acrescenta medidas para controlar os gastos das autarquias, regiões e respectivas empresas públicas. Por exemplo, o aumento dos poderes de supervisão do Estado sobre a execução orçamental destes subsectores.
- O documento passou a incluir a intenção de reduzir o número de serviços e fundos autónomos, bem como a transformação de receitas próprias destes fundos em receitas gerais do Orçamento do Estado
- No primeiro documento, o Governo comprometeu-se a realizar um levantamento de todos os compromissos assumidos e não pagos. Este relatório não chegou a ser publicado, mas a ‘troika' já exigiu mais detalhes sobre todas as despesas assumidas.
- As regras para assumir novas despesas também foram apertadas: qualquer dirigente de serviço que assuma despesas sem cabimento orçamental será penalizado.
- Na primeira versão do memorando previa-se que o Conselho das Finanças Públicas entrasse em funcionamento a tempo de apreciar o Orçamento do Estado para 2012. Agora o prazo foi adiado um trimestre, para o final do ano, já não chegando a tempo de avaliar o OE/2012.
Saúde
- A actualização do memorando traz várias alterações para o sector da saúde. No caso dos hospitais, o corte imposto nas horas extraordinárias de médicos e enfermeiros duplicou: o corte será de 20% em 2012 e outros 20% em 2013.
- O sector da saúde está muito longe do objectivo de corte de 15% dos custos operacionais.
- Nos medicamentos também há novidades: afinal os novos genéricos têm de entrar no mercado 50% mais baratos que os remédios de marca (o valor inicial exigido pela ‘troika' era 40%). O objectivo é diminuir o valor das comparticipações do Estado. A fixação do dos preços dos remédios passa agora a ser da responsabilidade do Ministério da Saúde, quando até aqui era partilhada com a Direcção-Geral das Actividades Económicas que está sob tutela da Economia.
- A ‘troika' também estabelece novas regras de controlo das contas dos hospitais. O Ministério das Finanças, juntamente com o da Saúde passam a monitorizar as dívidas da saúde.
Banca
- Previa-se a possível privatização da Caixa Seguros e Saúde, sem prazo definido. Agora, concretiza-se que, ainda este ano, estas unidades serão compradas pelo Estado, sendo alienadas a privados mais tarde.
- Fundo de garantia de depósitos vais ser reforçado até ao final de Novembro.
Trabalho
- O Fundo que vai financiar os despedimentos, aplicar a novos contratos numa primeira fase, será criado através de uma lei que regulamente o funcionamento, bem como a descrição de detalhes técnicos de operacionalização e um calendário para a sua implementação, a ter lugar até final de Setembro.
Privatizações
- Revisão das receitas a obter com as privatizações que passam de 5,5 mil milhões para 5 mil milhões
- TAP poderá ser privatizada até ao final deste ano se as condições de mercado o permitirem, mas o Governo já garantiu que não venderá a empresa este ano. Águas de Portugal e RTP serão vendidas em 2012.
- ANA, CTT, CP Carga e Caixa Seguros vão ser privatizados em 2013.
- O Governo está obrigado a rever o modelo de financiamento da Parpública, que perderá parte dos seus activos com as privatizações. O documento não exclui o encerramento da empresa.
Sector empresarial do Estado
- O Sector Empresarial do Estado precisa de 3,5 mil milhões de euros até Dezembro para fazer face às necessidades de substituição da maturidade do seu endividamento global.
- A dívida com garantias do SEE representava 10% do PIB no final de 2010.
- O relatório inicial sobre o SEE era incompleto e uma avaliação mais detalhada está a ser preparada.
- Novas medidas de redução de custos ou aumento das tarifas estão a ser consideradas.
- Está ainda a ser avaliada a redução da prestação de serviço, como seja o encerramento de linhas de caminho de ferro.
- Até final de Setembro deverão ser entregues planos estratégicos para que as empresas do SEE atinjam a sustentabilidade económico-financeira.
Energia
- O Governo antecipou o prazo do período transitório para extinção das tarifas reguladas de electricidade de três anos para dois anos e meio para as potências contratadas de 10,35 KVA a 41,4 KVA. Até 1 de Janeiro de 2013 têm que estar extintas.
- A partir do terceiro trimestre deste ano, o Executivo e o regulador sectorial tem que realizar campanhas de sensibilização dos consumidores sobre a extinção das tarifas.
- Até ao final do primeiro trimestre de 2012, a independência da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos será reforçada.
Telecoms
- Concurso da quarta geração móvel adiado para o quarto trimestre, com a imposição de limites para a licitação das faixas de espectro estratégicas.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





