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Ângelo Ramalho, director da Alstom Portugal em entrevista ao programa Capital Humano do ETV.
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A Alstom vai investir 12,5 milhões de euros em Portugal e recrutar 55 pessoas.
Uma das maiores empresas de construção de infra-estruturas de ferrovia do mundo vai investir em Portugal e contratar 55 pessoas. O processo de recrutamento vai começar dentro de alguns meses e pode ser o início de uma carreira internacional.
Qual é objectivo deste investimento em Portugal?
Crescer. Diversificar. O nosso principal activo é uma unidade fabril que existe em Setúbal, com um excelente Capital Humano e que tem conseguido uma exportação média anual de cerca de 50 milhões de euros. Vamos aproveitar a situação actual de uma conjuntura difícil, em que o país atravessa um momento delicado, e diversificar aproveitando as competências residentes que temos e acrescentando outras para fazer novos produtos e abordar novos mercados. Com este investimento pretendemos criar competências para entrar no segmento da energia nuclear.
Em que áreas vão recrutar as 55 pessoas que vão precisar?
Procuramos sempre competências associadas à capacidade de construir equipamentos que são feitos em aços de liga especiais, construções soldadas, aos quais estão associados processos construtivos relativamente complexos e condições de logística bastante peculiares. Vamos querer gente com formação de base ao nível das engenharias de máquinas e operação. Serão certamente pessoas que teremos que formar para objecto que queremos e que sejam capazes de produzir. Essencialmente o que procuramos são pessoas com qualidades base enquanto seres humanos adequadas, porque as outras vamos trabalhá-las e fazer com que sejam capazes de desempenhar o papel para a qual se vão candidatar quando o processo de recrutamento se iniciar.
Quando começa o processo de recrutamento?
Nos próximos meses. O projecto está a começar e estará concluído dentro de um ano e a partir daí entrarão dentro da nova unidade os novos projectos a que a Alston concorreu e cuja produção já está a ser planificada e nessa altura vamos precisar dessas pessoas. As equipas serão mistas, do ponto de vista das competências e experiência. Vamos ter, certamente, que juntar pessoas mais experientes, com menos experientes.
Como é que se podem candidatar?
Podem colocar a candidatura no site da Alstom e vamos também junto das maiores escolas de engenheira do país aliciar os melhores alunos
Entrar na Alstom significa abrir as portas a uma carreira internacional.
Basta que as pessoas queiram. Porque as actividades em Portugal são uma pequena parte do que é actividade da Alston no mundo. Somos cerca de 90 mil pessoas, o espaço de progressão é imenso porque estamos em mais de 70 países e as nossas necessidades de pessoas permanente.
A Alstom mantêm o interesse em concorrer à alta velocidade em Portugal, apesar da polémica ?
O projecto era bastante consensual e deixou de o ser quando é percepcionado como uma espécie de projecto de regime. O que se verificou é que surgiram muitos anticorpos e quando eclodiu a crise financeira foi posta em causa a capacidade de empreender projectos desta natureza.
Mas Portugal nunca poderá ficar de fora da alta velocidade...
O nosso desejo é que não fique, porque o país precisa de tratar dos seus projectos de mobilidade, como os países do centro de Europa o têm feito. Em Portugal a ferrovia tem sido um modo de transporte descurado e o seu desenvolvimento tem sido praticamente inexistente. Na medida em que o desenvolvimento urbano não tem sido pensado em termos de meios de transporte de qualidade de natureza pública. E o comboio devia ser essa alternativa.
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