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Finanças Pessoais

28 Fev 2010

As melhores aplicações para investir as poupanças

Alexandra Brito
As melhores aplicações para investir as poupanças

Depois de poupar, há que saber onde aplicar o dinheiro. O Económico dá-lhe algumas sugestões adequadas a vários perfis de investidor.

Se pertence ao grupo de pessoas que conseguiu emagrecer o seu orçamento e cortar nas despesas supérfluas: parabéns, pois pode passar ao nível seguinte.

Há dois caminhos possíveis a tomar. O primeiro passa por utilizar as poupanças amealhadas para amortizar dívidas, como é o caso do crédito à habitação ou o crédito automóvel. A outra opção passa por encontrar soluções de investimento que permitam multiplicar o seu dinheiro. Determinar qual a aplicação financeira mais adequada ao perfil de cada investidor depende de vários factores, tais como : a idade, o horizonte temporal do investimento e a capacidade do investidor em tolerar o risco e potenciais perdas.

Independentemente das características de cada pessoa, os investidores devem ter sempre presente a preocupação em escolher aplicações que remunerem acima da inflação- caso contrário, em vez de ver as suas poupanças a crescer estará a perder dinheiro.

Para ajudar os investidores nesta tarefa, o Diário Económico dá-lhe a sugestão de várias aplicações financeiras que apresentam rendibilidades (passadas ou potenciais) acima da inflação prevista pelo governo para este ano: 0,8%. As sugestões estão divididas em três níveis diferentes de risco: conservador, equilibrado e agressivo. Escolha as que mais se adequam ao seu caso.

Nível 1: Depósitos

Para quem não quer correr riscos, os depósitos a prazo ainda são uma solução a ter em conta. Segundo o último levantamento feito pela Deco, em média os depósitos a seis meses apresentam uma remuneração média líquida de 0,94%.Mas há produtos que remuneram bastante acima desta média. É o caso do Depósito Oportunidade do Barclays que prevê uma taxa líquida de 3,2% ou do DP Especial On da Caixa Galicia, que apresenta um juro de 2%. No entanto, exige um montante mínimo de três mil euros.

Fundos de tesouraria: Para investidores com medo, estes fundos também podem ser uma boa opção. Apesar de não garantirem o capital investido, o nível de risco associado é muito baixo. Segundo os dados da APFIPP, estes fundos renderam em média 1,73% nos últimos 12 meses. Mas há fundos que têm batido estes valores. É o caso do MNFEuro Tesouraria que, nos últimos 12 meses, avança 4,4% e apresenta um nível de risco mais baixo do que a média da sua categoria.

Nível 2: Obrigações indexadas à inflação

A inflação é um dos piores inimigos dos investidores, já que corrói a rentabilidade gerada nas aplicações financeiras. O truque está em saber escolher produtos que historicamente tenham capacidade para gerar ganhos acima da inflação ou que estejam escudadas contra a subida dos preços de bens e serviços. É este o caso das obrigações indexadas à inflação. Segundo os dados da Morningstar, os fundos desta categoria renderam em média 6,3% nos últimos 12 meses. O CAAM Euro Inflation Bond é que mais ganha (8,4%).

Fundos flexíveis: Estes fundos caracterizam-se pelo facto de investirem tanto em acções, como em obrigações, sendo que o gestor tem liberdade para alterar a exposição da carteira às duas classes de activos consoante o sentimento dos mercados. E neste campo, o BPIBrasil tem sido, entre os fundos portugueses, um dos mais bem sucedidos ao longo dos últimos 12, 24 e 36 meses. No último ano, avança quase 40%.

Nível 3: Acções nacionais

Para os investidores que não têm medo e que podem esperar durante mais de três anos para colher os frutos do investimento, aplicar em acções é a forma mais eficaz para multiplicar as poupanças. Para quem quer investir directamente no mercado nacional títulos como a Altri, Semapa, Portucel, Cimpor e Jerónimo Martins, são apostas a reter. Segundo uma análise recente feita pelo Diário Económico, estes títulos são aqueles que apresentam a melhor combinação rendibilidade/risco.

Acções emergentes: Na escala de risco, as acções de mercados emergentes estão no topo da hierarquia. São eles que lideram as taxas de crescimento económico mundial nos últimos anos. E o mesmo deverá voltar a repetir-se em 2010. No entanto, como a maioria destes mercados não está acessível aos investidores particulares, a melhor forma de ganhar exposição a estas bolsas exóticas será através de um fundo de investimento ou de um ETF (‘exchange traded-fund'), como o iShares Emerging Markets.

 

 

 

 

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