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"As contas não batem certo desde que vivemos em democracia"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que as contas "têm de bater certo".

Num discurso realizado hoje em Lisboa, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que o Documento de Estratégia Orçamental [ontem aprovado em Conselho de Ministros] "precisa de ser bem-sucedido" e que está "aberto a propostas". 

Passos acrescentou também que, desde que Portugal vive em democracia, "nunca" se registou um excedente orçamental. "Todos os dias, os portugueses viam o Estado a endividar-se. Não houve um único ano em que aquilo que ganhámos tivesse dado para a despesa. Manter o Estado com esta natureza é uma irresponsabilidade", disse o primeiro-ministro durante as comemorações dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) no dia 1 de Maio. 

Sobre as contas do Estado, Passos afirmou que quase 78% dos gastos "são salários, transferências sociais e juros da dívida pública". "O problema está na dívida que acumulámos, que é grande. A taxa de juro é a mais baixa que já tivemos", referiu o primeiro-ministro.

Para Passos, Portugal é hoje visto como um País "cumpridor" e que "quer ultrapassar a crise". "Os portugueses precisam e merecem que seja este o caminho a realizar", sublinhou.

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