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Ministro da tutela aprovou hoje o documento de sustentabilidade económica e financeira da RTP.
O ministro dos Assuntos Parlamentares já aprovou o plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, entregue pelo Conselho de Administração da RTP. Em comunicado, o ministro Miguel Relvas sublinhou "o empenho da empresa em reduzir significativamente os seus custos até 2013 como um bom exemplo do que deve ser realizado em todo o sector empresarial do Estado".
Apesar de o plano ser um "choque de gestão", o ministro entende que o futuro desenhado em conjunto com Guilherme Costa, presidente da RTP, "salvaguarda da ‘marca RTP' enquanto referencial histórico-cultural [...] sem prejuízo das adaptações indispensáveis exigidas pela sociedade e pelo mercado". No documento, Miguel Relvas assegura ainda que o "serviço público de rádio e de televisão" não estará "em nenhuma circunstância posto em causa no futuro próximo".
Relvas adiantou ainda, depois da reunião desta tarde com Guilherme Costa, que, "até ao final de 2012, serão accionados os mecanismos legais com vista à alienação de uma licença de um dos canais generalistas da RTP". O canal que resta não será ainda "um canal meramente residual". "Pelo contrário, entendo que o plano agora aprovado calibra adequadamente as expectativas dos Portugueses quanto à garantia de qualidade de conteúdos da RTP - sejam de informação ou de entretenimento - e à contenção financeira exigida a todos, cidadãos e empresas, como se constata pela diminuição em cerca de 15% da subvenção estatal em relação ao ano transacto", disse.
Ao que o Diário Económico apurou, o canal subsistente manterá os níveis de publicidade de seis minutos, ficando o novo operador com os habituais 12 minutos de publicidade.
Para o ministro da tutela, o objectivo é uma "uma relação mais eficaz e mais eficiente entre custos e benefícios em absoluto respeito pelo dinheiro dos contribuintes". Em comunicado, Relvas garantiu que se trata "de uma alteração rigorosa, exigente e ambiciosa que deve ser seguida".
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