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Conheça as empresas do PSI 20 mais expostas aos países que mais crescem.
Para o bem e para o mau a globalização tomou conta da economia mundial. O mercado alvo de uma qualquer empresa deixou de se centrar só nos consumidores da sua cidade, do seu país e até do seu continente. Todos os cidadãos do planeta são potenciais clientes porque o universo dos negócios transformou-se num verdadeiro "mundo plano", como relembra Thomas L. Friedman no seu bestseller "O Mundo é Plano - Uma História Breve do Século XXI". As grandes empresas sabem disso e aproveitam-no. É o caso da Coca-Cola, que contabiliza mais de 70% das receitas fora dos EUA e da espanhola Telefonica, com mais de um terço dos lucros a ser gerado pelas suas operações na América Latina.
A aposta nos mercados emergentes por parte das multinacionais tem vindo a intensificar-se ao longo dos últimos anos, com particular enfoco para a Ásia, que agrega quase dois terços da população mundial e o maior aglomerado de economias emergentes. No caso das companhias portuguesas, a internacionalização tem sido feita numa aposta muito focada para os países lusófonos, como é o caso de Angola e do Brasil. A Teixeira Duarte é um desses exemplos. Com mais de 40% das suas vendas a serem realizadas em Angola, o grupo de Pedro Teixeira Duarte é actualmente uma das principais construtoras a operar no país das palancas negras. Para a construtora, a aposta em Angola não é de agora. Desde a década de 1970 que a Teixeira desenvolve operações no território. Para a Cimpor, outra das empresas nacionais altamente exposta aos mercados emergentes, Angola faz parte do passado. A principal aposta da cimenteira de Ricardo Bayão Horta, actualmente a braços com uma operação pública de aquisição lançada a 18 de Dezembro pela brasileira Companhia Siderúrgica Nacional, está no mercado egípcio e brasileiro, neste último onde é um dos maiores grupos cimenteiros a operar no país.
Com uma aposta mais europeia mas não menos emergente está a Jerónimo Martins, com mais de 50% dos seus resultados operacionais a serem gerados nas mais de 1400 lojas da Biedronka, na Polónia. Em Novembro de 2009, o Goldman Sachs emitiu um relatório frisando as potencialidades da Jerónimo Martins como resultado de uma "exposição atractiva aos mercados emergentes" por via da cadeia de supermercados Biedronka que, até 2012, prevê chegar às 2000 lojas. Mais recentemente foi a vez do Barclays Capital frisar que a aposta nos mercados emergentes da Europa de Leste pela companhia de Luís Palha da Silva tem sido e continuará a ser uma mais-valia para os seus accionistas.
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