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Conferência

APB defende educação financeira nas escolas

Maria Ana Barroso e Tiago Freire  
29/01/12 14:05

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Diário Económico realiza hoje conferência sobre literacia financeira. António de Sousa explica as prioridades dos bancos e admite que há muito espaço para melhorar.

Poderia pensar-se que um cliente mal informado seria um bom cliente para o banco. Mas a "voz" dos bancos, António de Sousa, afasta de todo essa noção. "Maior literacia financeira é bom para as pessoas e bom para as instituições financeiras, porque não há nada pior do que haver um desentendimento a posteriori", afirmou ao Diário Económico o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Este responsável é um dos participantes no "Fórum Crédito e Educação Financeira", organizado pelo Diário Económico e que se realiza hoje no Pestana Palace, em Lisboa.

Entre as propostas da APB, há um claro destaque à formação financeira desde a juventude. A introdução da educação financeira nos currículos oficiais das escolas "é um objectivo nosso já há dois anos", afirma, acrescentando que "pensamos que isso vai ser introduzido no âmbito do plano nacional de literacia financeira, que está a ser coordenado no Banco de Portugal, e no qual nós colaboramos activamente". A associação vai também lançar o programa "Boas Práticas, Boas Contas", com "protocolos com um conjunto de entidades e o objectivo de fazer chegar essas mensagens ao público em geral, através de entidades como os correios e as escolas", explica António de Sousa.

Em termos mais genéricos, a APB coloca esta temática em dois grandes planos: o dos consumidores - que devem ter ferramentas para entender os produtos financeiros - e o dos funcionários dos balcões dos bancos - que devem conhecer a fundo os produtos e explicá-los detalhadamente, com verdade.

Ainda assim, António de Sousa rejeita que haja um aproveitamento do desconhecimento dos clientes para a colocação de produtos arriscados, mais interessantes para os bancos. "Penso que os casos que existiram foram muito pontuais e não em bancos de retalho normais", defendeu.

Quanto aos produtos mais complexos, "é uma situação que implica não só um maior cuidado por parte do vendedor mas também que os próprios consumidores financeiros, eles próprios, se interessem por conhecer o produto", salientou, completando que "há um máximo que se pode fazer do ponto de vista de dar a informação".

A conferência de hoje terá Pedro Duarte Neves, vice-governador do Banco de Portugal, na abertura dos trabalhos. O encerramento ficará a cargo de Maria Luis Albuquerque, Secretária de Estado do Tesouro e Finanças.





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