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Saúde

ANF recusa perdoar juros ao Governo

Catarina Duarte  
31/08/10 00:05

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Cordeiro diz que “não há negociações possíveis” para evitar cobrança de juros das farmácias.

A Associação Nacional de Farmácias (ANF) não está disposta a negociar com o Ministério da Saúde uma solução que evite a cobrança de juros de 8% sobre a dívida do Estado às farmácias, tal como o Governo pediu no passado domingo.

Em declarações ao Diário Económico, o presidente da ANF, João Cordeiro, garantiu que "não há negociações possíveis" e que vão mesmo avançar em Setembro com a cobrança de 8% de juros de mora. Até porque, diz Cordeiro, "nós não ameaçamos. Quando decidimos cobrar é para avançar".

Em causa está uma dívida de cerca de 100 milhões de euros da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte às farmácias pelos atrasos no reembolso das facturas dos medicamentos, tal como avançou o Diário Económico na edição de sábado.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou entretanto que vai entrar em negociações com a ANF e com a Associação de Farmácias de Portugal (AFP), as duas associações que representam as farmácias, para evitar a cobrança de juros. Mas para já, não existem quaisquer reuniões agendadas com estas associações, esclareceu fonte do Ministério da Saúde.

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico





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Comentários (12)

Estudante de Ciências Farmacêuticas , Vagos | 01/09/10 12:04
Sr. José Costa, achar o ensino de farmácia e o acesso ao curso elitista é uma séria amostra de bom senso e de racionalidade! Preze-se de me dizer, se fizer a fineza, qual o elitismo num exame de acesso que escolhe os colocados pelo seu mérito escolar? Julgo que sabe que no acesso ao ensino superior público, o único factor de seriação dos candidatos é o seu aproveitamento enquanto alunos do ensino secundário! Em que sentido é isto elitista? Só se for no facto de se escolherem apenas os alunos que demonstraram ter capacidade de trabalho suficiente e que reuniram uma bagagem científica suficiente para poder encarar o curso de ciências farmacêuticas com aproveitamento. Imagino como se desenrascaria um aluno de 10, no exame nacional de Física e Química num curso como o de Ciências Farmacêuticas. Provavelmente sentiria enormes dificuldades em acompanhar a matéria leccionada e dificilmente teria aproveitamento e distinção.

Quanto ao resto da sua indubitavelmente irracional dissertação, devia parar para pensar que o farmacêutico é o profissional de saúde mais acessível ao público, dotado de um vasto e profundo Saber nas ciências da saúde e do medicamento, capaz de bem servir o utente de cuidados e conselhos primários sendo um agente importantíssimo de divulgação e educação para a saúde e higiene individual e pública. E lembre-se também que as farmácias são um organismo, uma rede de serviços, um tecido de cuidados de saúde VIVO, ENÉRGICO e IMPORTANTE! E já agora, aproveite e lembre-se que as farmácias portuguesas são o pedaço do SNS que melhor funciona e melhor serve os utentes do mesmo.
Aproveite e enfie na sua cabeça que, quer você queira, quer não - e já agora o Sr. pseudo-engenheiro e a sovina da Drª. Ana Jorge também - que o farmacêutico vai ter cada vez mais importância e relevo na sociedade, não só em Portugal à beira-mar plantado, mas em todo o mundo.

Agora pergunto: se as farmácias se atrasarem a pagar os impostos e afins adendas ao Estado, qual a taxa de juro de mora a aplicar? E há acordos e tratados de mesa-de-cabeceira para que as farmácias não os paguem?
Julgo que não! Então porque raio não haverá o Estado de pagar, como qualquer devedor o juro de mora imputado à divida que acarreta?
Sãos uns filhos e outros enteados?

Espero que o Dr. João Cordeiro não dê o braço a torcer. Já perdemos demais com estes (des)governos de José Sócrates. Há que afirmar a importância das Farmácias Portuguesas e ensinar este Papão que não paga mal e porcamente a entrar na linha.


Manuel Sousa , Lisboa | 31/08/10 16:10
Oh! senhor José Costa, de Casal do Marco, tenha a gentileza de se dedicar à pesca ou outra coisa qualquer que possa fazer em silêncio, pois a escrever e dizer disparates já existe muita gente neste Pais.
Mais, e quando falar que seja de coisas que o Senhor perceba ou tenha um minimo de conhecimentos, pois assim evita de estar a fazer tristes figuras.



Outro Filipe , | 31/08/10 14:34
Bem, o josé costa não só está revoltado com as farmácias como é o comentador que menos sabe do que fala nesta página e, paradoxalmente, é o que tem o texto mais longo. Gente estranha esta...


Filipe , | 31/08/10 11:47
Ops!!! Alguém bastante revoltado com as Farmácias (que são o que melhor funciona no sector da saúde em Portugal)! Caro josé costa... Demita-se!!!


josé costa , casal do marco | 31/08/10 10:37
Pois é este é ainda dos que dorme descansado todas as noites mesmo sabendo que ajudou a provocar o afundamento do país. Segue a velha máxima de que “o dinheiro não tem pátria” e como tal pratica a usura em relação aos seus próprios associados seguindo as pisadas de Dª Branca. Com uma única e não pequena diferença: Empresta dinheiro aos seus associados cobrando-lhes juros desmesurados, mas ao contrário de Dª Branca, perseguida pela polícia e seus donos políticos e financeiros a quem ela fazia mossa, este fulano não vai preso nem se preocupa com isso chantageando por dá aquela palha o governo da nação. Pois bem o governo se o quiser também tem armas suficientes para colocar este loby e o seu máximo dirigente no seu lugar. Promova o aparecimento de laboratórios do estado produzindo todos os medicamentos livres de patentes e colocando-os em farmácias sedeadas em todos os hospitais do estado e centros de saúde. Poderá também legislar para que as farmácias passem a seguir as regras do normal comércio deixando de lado a obrigatoriedade de ser dirigidas por um farmacêutico pois é à Infermed que compete avaliar o medicamento e autorizar a sua colocação no mercado e não a ANF. O curso de farmácia foi pago com o dinheiro de todos nós e até agora eu não encontrei nenhuma lei que nos obrigue a pagar cursos que não sejam obrigatórios e frequentados livremente para todos os portugueses, sem barreiras elitistas à partida tal como se apresenta a barreira do exame de admissão à universidade. Sendo assim que os farmacêuticos paguem aquilo que devem a todos nós, também com juros! Por último os médicos devem receitar o medicamento pelo seu princípio activo sendo a sua escolha – de marca ou não – feita pelo doente na farmácia.. O estado tem armas que pode utilizar para combater prepotências ditatoriais.


José , | 31/08/10 10:18
Acho bem. Mas, o Estado deve também exigir que as farmácias tenham os stocks como manda a lei e aplicar as respectivas multas.


fforte , | 31/08/10 08:39
Não interessa ter cara de mafioso, devem tem que pagar...



inside trader , | 31/08/10 08:27
São os únicos com capacidade de bater o pé ao GOVERNO - a este e a outro . Mas estãso a ficar com Força amais e a demonstráaa-la!

QQ dia são um pequeno estado dentro do Estado!...


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