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Atrasos na produção, rupturas de stock e aumentos de preços preocupam restaurantes.
A radioactividade descoberta em alguns alimentos cultivados na zona da central nuclear de Fukushima, no Japão, está a preocupar os proprietários de restaurantes japoneses em Portugal, avança o semanário Sol.
Em causa estão possíveis rupturas de stocks, escaladas de preços em determinados produtos, ou a sua substituição por alimentos de outros países.
Em questão poderá estar também a confiança dos consumidores. Por isso, "é importante que sejam informados, para que o medo não se instale", considera Paulo Morais, proprietário de um restaurante japonês em Lisboa, em declarações ao mesmo jornal.
Nas águas do Oceano Pacífico, foram detectados níveis de radioactividade 80 vezes superiores ao normal, mas as autoridades garantem que, por enquanto, o consumo de peixe e marisco não constitui ameaça à saúde humana.
O Governo japonês suspendeu as actividades piscatórias e agrícolas na zona ameaçada; enquanto nos países importadores, como Portugal, o controlo sobre os alimentos foi apertado.
Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos nipónicos representam 0,06% das importações. "Em 2010, recebemos duas remessas do Japão, essencialmente pescado", sublinha Luís Rego, do gabinete de imprensa do Ministério. Isto significa que os produtos que estão em Portugal são anteriores à ameaça radioactiva de Fukushima.
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