Mais Lidas
Comunidade
- Grécia: milagres demoram mais tempo 07:58
- Bruxelas mais pessimista sobre economia portuguesa 07:56
- Alegre acusa pessoas ligadas ao Governo de explorar infelicidades de Cavaco 07:45
- Relvas: não há tolerância de ponto no Carnaval de 2013 07:37
- Portugal já deve 9,7 mil milhões à ‘troika’ só em juros 07:12
Várias ambulâncias que hoje se deslocaram ao Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, foram obrigadas a pagar estacionamento ao fim de meia hora no local.
A alteração no sistema de pagamento levou à concertação de viaturas e a críticas dos bombeiros, que se recusam a pagar a factura.
O novo sistema de pagamento do estacionamento entrou hoje em vigor, mas na altura de pagar os bombeiros tinham todos a mesma posição: quem terá que pagar a factura "têm de ser os doentes".
Paulo Agostinho, bombeiro de uma corporação voluntária junto da Lourinhã, disse que o novo sistema de estacionamento do IPO foi comunicado na sexta-feira. No folheto com as informações, está prevista a gratuitidade do estacionamento para os regimentos de sapadores bombeiros, polícia, funcionários, Ministério da Saúde, dadores, agências funerárias, carros camarários, fornecedores e veículos autorizados.
Bombeiros de várias corporações, como Beja, Alcácer do Sal, Setúbal, Elvas e Albufeira, indicaram que habitualmente ficam junto ao IPO entre as 09h00 e as 17h00 porque transportam os doentes para as consultas, o que normalmente não é feito pelos bombeiros sapadores.
Os bombeiros estão indignados com o facto de outras viaturas, como os carros das agências funerárias, terem acesso gratuito ao parque de estacionamento e eles terem de pagar ao fim de meia hora.
Na tentativa de chegar à fala com a administração, foi-lhes dito pelo secretariado que se estavam a ser cumpridas ordens superiores, enquanto o responsável pela segurança do hospital caracterizou as ambulâncias como veículos civis.
Os bombeiros também criticam a presença de dois agentes de autoridade: "Nunca costumam estar aqui e hoje estão para impedir o bloqueio da porta pelas ambulâncias".
As mesmas fontes relataram a demora a percorrer uma pequena parte da Rua Professor Lima Bastos, desde a entrada da Praça de Espanha até à porta principal do IPO. Houve um bombeiro que disse ter gastado 35 minutos num percurso com pouco mais de 500 metros.
Sendo de fora de Lisboa, os bombeiros não têm onde estacionar as ambulâncias enquanto esperam pelos doentes.
Notícias da mesma categoria
Comentários (5)
Publicidade
Acções do PSI 20





