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Os empresários portugueses notam melhorias no ambiente de negócios em Angola e antecipam uma vitória fácil do partido do poder, MPLA.
Os empresários portugueses, com interesses em Angola, estão convencidos que o clima de negócios no país africano tem vindo a melhorar gradualmente nos últimos anos e acreditam que as legislativas de 31 de Agosto podem contribuir para uma abertura ainda maior.
"Muito positivo" são as palavras escolhidas por António Pires de Lima, presidente da Unicer, para classificar o ambiente de negócios em Angola. Desde 2003 que o grupo nacional de bebidas tenta abrir uma unidade fabril no mercado angolano, em parceria com locais. "Espero que haja condições do negócio arrancar" após estas eleições, avança Pires de Lima, antes de frisar que tem tido uma "boa relação com o poder político em Angola".
Até ao cortar da fita, a Unicer é uma das muitas empresas nacionais que se desviam na crise com vendas cada vez maiores para o mercado angolano, quarto cliente de Portugal. Em 2011, os exportadores portugueses venderam 2,3 mil milhões de euros para Angola, mais 21,9% que no ano anterior, de acordo com o INE. E até Junho deste ano, as exportações já atingiam 1,3 mil milhões de euros. Já o investimento directo português ressente-se. No ano passado, de acordo com dados da Aicep, os empresários portugueses investiram 246 milhões de euros em Angola, menos 63,2% que em 2010.
"As eleições vão dar oportunidade ao próximo governo para criar maior atractividade em relação aos negócios com Angola", acredita Jorge Armindo. O CEO da Amorim Turismo tem em desenvolvimento uma parceria para três hotéis fora de Luanda e procura interessados para contratos de gestão de infraestruturas de terceiros. "O clima de negócios é aceitável", diz, mas admite que "alguma coisa há sempre para melhorar".
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