Mais Lidas
Promotores do projecto no Alqueva dizem que as garantias propostas à banca valiam "mais do dobro do valor dos empréstimos" que precisava.
A sociedade promotora do maior complexo turístico no Alqueva, que entregou pedidos de insolvência em tribunal, assegurou hoje que as garantias apresentadas à banca valiam "mais do dobro do valor dos empréstimos" bancários de que necessitava.
Fonte oficial da Sociedade Alentejana de Investimento e Participações (SAIP), liderada por José Roquette e responsável pelo projecto Roncão d'l Rei, em Reguengos de Monsaraz, precisou à Agência Lusa que "o BPI aceitou estas garantias", mas que "a Caixa Geral de Depósitos (CGD) não".
Tal como já tinha explicado na quarta-feira, em informação enviada à Lusa, o promotor reiterou que a CGD "insistiu na manutenção do aval pessoal" que tinha sido apresentado, "não assumindo qualquer risco neste projecto".
No modelo de financiamento do empreendimento turístico, a SAIP propôs outras garantias para procurar obter os empréstimos bancários necessários ao projecto.
Sem relevar valores, fonte oficial referiu que a proposta da SAIP contemplava, entre outras, "a concessão de garantias reais habituais no financiamento deste tipo de projectos, sobre a totalidade do património imobiliário das sociedades".
"Este património está devidamente licenciado para a edificação do projecto e inclui a herdade onde estava a ser desenvolvida a primeira fase do investimento, cujo valor é mais do dobro do valor dos empréstimos em causa", reforça a fonte oficial.
Os cálculos da SAIP, não divulgados, frisou a fonte, compreendem "não só o valor da propriedade em si, dos terrenos, mas também da sua valorização", através "do que está construído".
"O promotor sempre esteve disposto a aceitar os riscos do projecto que fossem da sua responsabilidade e controlo", afirmou a SAIP.
Já na quarta-feira, a empresa tinha argumentando não aceitar a exigência da CGD da "manutenção de garantia pessoal".
Com o aval pessoal "seria o promotor a assumir de forma ilimitada a responsabilidade pelo projecto, não partilhando a CGD do risco pelo qual foi e continuaria a ser muitíssimo bem remunerada", afirmou, na altura, a SAIP.
Em relação aos 7,2 milhões de euros de apoios públicos recebidos, a fonte oficial precisou hoje à Lusa que a grande maioria é dinheiro do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"O Estado português não investiu directamente 7,2 milhões de euros. Este montante diz respeito ao valor recebido do QREN, do qual apenas uma percentagem, inferior a 20 por cento, é dinheiro do Estado português", disse.
Fonte oficial da CGD afiançou na quarta-feira, em declarações à Lusa, que cumpriu com todas as obrigações em relação ao projecto liderado por Roquette e pediu "reiteradamente" nos últimos meses garantias sobre a operação.
"A CGD lamenta que a SAIP venha de forma directa ou indirecta responsabilizar a CGD pela eventual não concretização dos seus investimentos no Alqueva", afirmou a mesma fonte do banco estatal.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20
Divisas
A tecnologia que muda a internet. Realtime





