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O ministro da economia alemão afirmou hoje que "há hipóteses" de reduzir os impostos na actual legislatura, face à redução do endividamento em 2010.
"A redução de impostos inscrita no acordo de coligação não foi abolida, só deslocámos o seu eixo no tempo", disse Rainer Bruederle, em declarações ao jornal Sueddeutsche Zeitung.
Após as eleições regionais na Renânia, em Maio, a chanceler Angela Merkel anunciou a suspensão das reduções de impostos inicialmente previstas. Há duas semanas, o executivo apresentou um pacote de austeridade de 80 mil milhões de euros, para baixar o défice orçamental e a dívida pública, até 2014.
Bruderle, que é membro do Partido Liberal, a força política do governo que mais pugna pela redução de impostos, admitiu hoje também que a crise económica e financeira internacional obriga a consolidar o orçamento.
"Mas quanto mais depressa conseguirmos isso, mais cedo poderemos simplificar o sistema fiscal e baixar os impostos", acrescentou o ministro.
Na terça-feira, o ministério das Finanças anunciou no seu relatório mensal que a dívida pública se reduzirá em 20 mil milhões de euros em 2010 e 15 mil milhões de euros em 2011, devido à retoma económica e ao aumento da receita fiscal.
O governo alemão aprovará o orçamento do Estado para 2011 a sete de Julho, e o debate e votação nas duas câmaras legislativas estão marcados para Setembro.
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