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Alemanha emitiu hoje pela primeira vez dívida a dois anos com uma ‘yield’ negativa, influenciando as taxas no mercado secundário.
A Alemanha estreou-se nas emissões de dívida a dois anos com uma ‘yield' negativa. Hoje o país colocou no mercado primário 4,173 mil milhões de euros em títulos de dívida com um juro negativo de 0,06%. Mesmo perdendo dinheiro, os investidores preferem refugiar-se em produtos que lhes garantam segurança, do que assumir qualquer tipo de risco.
Assim, no mercado secundário as "yields" da Alemanha estão a descer em todas as frentes, com os prazos a um, dois e três anos a apresentarem rentabilidades negativas. Na maturidade a dois anos, por exemplo, os investidores estão dispostos a aceitar uma rentabilidade de -0,058% para absorver dívida pública alemã.
Apesar de Portugal ter pago menos do que Espanha para se financiar em dívida de curto prazo, as ‘yields' das obrigações portuguesas continuavam a aumentar em todas as frentes após o leilão. No entanto, ainda antes de o IGCP emitir 2.000 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 6 e a 12 meses, os juros portugueses já estavam pressionados a 5 e a 10 anos.
Deste modo, a taxa de juro exigida pelos investidores para absorver dívida a cinco anos subiam para os 9,854%. Já a maturidade a dez anos progredia para os 10,541%. Apenas o prazo a dois anos aliviava até aos 7,598%.
Outro indicador de risco muito observado nos mercados, que é o diferencial ou ‘spread' entre a dívida nacional e a alemã a 10 anos, aumenta hoje 9,2 pontos para os 887,4 pontos base.
Por influenciarem a colocação de dívida no mercado primário, a redução dos juros no mercado secundário é essencial para que Portugal consiga, tal como previsto no programa de ajustamento, financiar-se sozinho, pelos canais normais, no final de 2013, evitando assim pedir mais tempo e mais dinheiro.
Na mesma linha, as ‘yields' espanholas também progrediam em todos os prazos, com o prazo a cinco anos a fixar-se nos 6,226%. Já a maturidade a 10 anos aumentou até aos 6,843%.
Em sentido inverso, as ‘yields' italianas desciam na generalidade dos prazos, com a maturidade a 10 anos a fixar-se abaixo dos 6%.
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