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A Alemanha disse hoje que os termos de plano de ajuda para a Grécia não vão ser alterados.
Isto após um relatório ter admitido que a chanceler Angela Merkel poderia conceder a Atenas "mais algumas semanas" para cumprir compromissos.
Durante um encontro informal com os media, Steffen Seibert, porta-voz da chanceler, assegurou que "o conteúdo e o prazo do memorando não estão a ser discutidos", numa referência ao acordo firmado entre a 'troika' internacional (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e Atenas, que envolve dois empréstimos de 240 mil milhões de euros em trocas de reformas económicas e duras medidas de austeridade.
O memorando "é uma pré-condição necessária para uma futura cooperação", frisou o porta-voz.
"A Grécia deve receber a ajuda de que necessita para estabilizar a sua posição na zona euro, recuperar competitividade, garantir finanças mais sólidas e estáveis. Será um longo percurso e apenas pode ocorrer se a Grécia fizer enormes, enormes esforços", concluiu.
No entanto, Seibert recusou comentar as informações hoje divulgados pelo diário Rheinische Post, onde se refere que Merkel estaria preparada para oferecer a Atenas um prolongamento "de algumas semanas" para atingir os objetivos fixados no acordo com os credores internacionais.
Ao citar fontes governamentais, o periódico referiu que o pedido do actual Governo da Grécia em prolongar por mais dois anos (até 2016) os prazos para atingir os seus objectivos "não é aceitável" e que também não se devem registar alterações ao conteúdo do acordo.
O Rheinische Post também indica que a Grécia não cumpriu 210 dos cerca de 300 objectivos incluídos no memorando de entendimento.
Na quinta-feira, o FMI tinha já referido que a Grécia falhou no cumprimento de diversos objectivos do programa e considerou ser demasiado cedo para discutir a sua eventual revisão.
Em paralelo, fonte próxima do Governo helénico, citado pela agência noticiosa AFP, referiu que altos responsáveis se reuniram hoje para abordar novos cortes orçamentais avaliados em 11,5 mil milhões de euros, uma promessa que foi transmitida aos credores internacionais.
"Os directores financeiros estão reunidos para clarificar o programa que será apresentado em 24 de Julho à 'troika'", admitiu, numa referência à missão de auditores que está a acompanhar em permanência a situação no país.
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