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Reunião do G20 terminou sem consenso sobre um mega fundo de resgate mundial de quase 2 biliões de dólares.
Os ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais dos 19 países mais ricos do mundo, mais a União Europeia, estiveram reunidos este fim-de-semana na Cidade do México para aumentar a resposta à crise de dívida soberana da zona euro, de modo a proteger a ainda frágil retoma económica global.
As nações do G20 - nomeadamente os EUA, a China, o Brasil e o Reino Unido - exigiram o reforço do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o futuro fundo de socorro dos países da zona euro em dificuldades, para 750 mil milhões de euros, antes de considerarem subir em 500 mil milhões para 1 bilião de dólares os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). As duas propostas em conjunto permitiriam a criação de um mega fundo de resgate mundial de quase dois 2 biliões de dólares, capaz de tranquilizar os mercados.
Mas a Alemanha manteve a sua posição e não se mostrou disponível, pelo menos por agora, para aumentar o fundo de resgate para a zona euro, admitindo apenas estudar o tecto da 'firewall' em Março. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, considerou que "não faz sentido económico tomar medidas que neutralizem o risco nos juros da zona euro, ou injectar infinitamente dinheiro em fundos de estabilidade, nem pôr o BCE a imprimir moeda", argumentando que isso "desincentiva os países a continuar a consolidação e não melhora o cenário macro da zona euro".
A decisão sobre a criação de um mega fundo de resgate mundial ficou assim adiada para a próxima cimeira do G20, em Abril.
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