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Vários potenciais compradores foram já sondados. O grupo alemão admite que está avaliar todas as opções e que o processo “pode acabar em venda”.
O grupo alemão Bertelsmann colocou à venda os seus activos em Portugal, onde se destaca a rede de livrarias Bertrand, o clube Círculo de Leitores e as suas editoras [Bertrand, Pergaminho, Temas & Debates e Quetzal], apurou o Diário Económico junto de fontes ligadas ao processo. Este é mais um passo na estratégia de desinvestimento do Direct Group a nível internacional, anunciada há cerca de um ano.
Ao que o Diário Económico apurou, os donos da Bertrand terão já mandatado um banco de investimento internacional para encontrar comprador para a maior rede de livrarias do País, com 54 lojas, além do Círculo de Leitores e das restantes editoras pertencentes à Bertrand (Pergaminho e Quetzal).
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Comentários (8)
Diz o ditado que "quem vai no convento é que sabe o que vai lá dentro" e por isso, é triste assistir a comentários depreciativos sobre situações que, pelos comentários só posso entender como desconhecimento de causa. Os trabalhadores acreditam SIM no negócio. E embora possa parecer obsoleto, tem pernas para andar. Agora... não com esta espécie de Gestores de 3ª categoria que, como já foi referido, sabem de tudo menos de livros ou de editoras. Sabem sim, e essa formação assenta que nem uma luva de salvar a sua pele à custa do trabalho e dedicação de anos dos trabalhadores do Círculo de Leitores. Existe, tal como referiram aqui, um grande "descontrolo" de lanaçamentos, mas não por parte do Clube seguramente. Quanto ao comentário de "...e o "circulo de leitores" não tem qualquer interesse e Bem meu Caro, cada um gasta o dinheiro como quer, mas não quererá seguramente responsabilizar o clube pelo facto de os seus pais, gostarem de ter livros nas parteleiras em vez de os lerem, pois não?!
O Círculo de Leitores mais do quem uma empresa é uma grande instituição. De facto, tudo tem um principio, meio e fim... resta saber é como e quando se chega ao fim. É absolutamente brilhante assistir a pessoas que parecem estar ansiosas que o barco afunde... Resta saber porquê....
Ao PF, em especial, parabéns pelo seu testemunho. É o testemunho de quem sabe do que está a falar e testemunhou muito bem.
Para finalizar, passe o processo pela venda ou não, o importante era haver alguém com cabeça e que soubesse do negócio o suficiente para fazer algo, diferente do que tem sido feito até aqui, porque para acabar lentamente com trabalho de anos, e denegrir a imagem da empresa qualquer um faz e nem precisa de ser "gestor".
Negócio de uma especificidade tremenda, só poderia continuar a ser conduzido, para manutenção do sucesso, por gente especializada e não por meros assalariados mercenários recrutados do exterior, para os lugares de topo. Estou de acordo "como o descalabro não foi provocado pelo grosso dos seus funcionários". Negócio também de emoções e de sentimentos de pertença, que nunca foi entendido pelos pobres diabos chamados a assegurar a continuação da gestão.
como ex colaborador (de pouca monta) do cícrculo tenho pena de ver o descalabro que começou com a fusão com a bertrand (embora o lento definhar já fosse anterior) e posterior contratação de quadros superiores nacionais e estrangeiros de qualidade, idoniedade e eficácia duvidosa. Muitos funcionários sofreram na pele essas escolhas, outros irão sofrer com nova restruturação depois de alienado o negócio. Pensar no que foi o Círculo Leitores, no que é hoje e no que se pode tornar, mete dó, e como o descalabro não foi provocado pelo grosso dos seus funcionários, aqui deixo três vivas à incompetência, soberba e mediocridade de alguns quadros superiores que por lá passaram...e sairam, devidamente indemenizados, of course.
Bem, parece que a Bertelsman vai realizar outro grande negócio, finalmente vai-se ver livre do unico clube do livro Português(Circulo Leitores), eu sinceramente acho que o Clube tem pernas para andar, mas não com os actuais gestores, pois eles devem perceber de tudo, menos do sector livreiro. . .
Concordo com o amigo FC, as editoras estão cheias de stocks e o "circulo de leitores" não tem qualquer interesse e valor.
Os meus pais tem livros do circulo que nunca foram abertos!!!
Tenho receio que os alemães da Bertesman fechem a fábrica da Printer de Mem-Martins.
Esses activos não valem nada: as editoras, ao igual que o resto das suas congeners no mercado português, estão cheias de inventário invendável como resultado duma politica de lançamentos irresponsável na qual o único que parece importar é o número de novidades e não a qualidade das mesmas; e o Circulo de Leitores é um modelo de negócio totalmente obsoleto, como toda a gente sabe excepto os próprios trabalhadores do círculo que continuam a achar que o barco nunca vai afundar. Vamos ver a quem os alemães conseguem enfiar este barrete...
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