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Política

14 Mai 2012

Alegre recusa rompimento do acordo com 'troika'

Económico com Lusa
Alegre recusa rompimento do acordo com 'troika'

Manuel Alegre considera que a vitória de Hollande "foi uma brecha na muralha" da austeridade na Europa.

O antigo candidato presidencial Manuel Alegre recusou hoje o rompimento do acordo com a 'troika', sublinhando que o problema está na política de austeridade que tem de ser derrotada.

"Se o PS cortar com a 'troika' depois quem é que vai pagar os salários, de onde é que vem o dinheiro? É preciso é mudar as políticas de austeridade que estão a ser impostas pela 'troika' em toda a Europa", defendeu o 'histórico' socialista, quando questionado sobre a sugestão de Mário Soares de que o PS deve romper o acordo com a 'troika' porque a situação evoluiu e a austeridade não funciona no país.

Manuel Alegre, que falava à margem da entrega dos prémios Pessoa, na Culturgest, em Lisboa, insistiu na ideia de que o problema é a política de austeridade, que está a destruir a economia, o emprego e a vida das pessoas, e apontou ainda os casos em que a derrota dessas políticas já aconteceu.

"Foi derrotada na França, foi derrotada na Grécia e foi agora derrotada na Alemanha, na Renânia, a senhora Merkel levou finalmente uma 'sova' eleitoral que já estava a precisar", referiu.

Manuel Alegre ressalvou ainda que ao contrário de algumas pessoas, não subestima o novo Presidente François Hollande, cujo triunfo "já foi uma brecha na muralha".

Ainda a propósito da situação internacional, o antigo candidato presidencial e ex-deputado socialista disse não acreditar na saída da Grécia do Euro, embora não exclua a possibilidade de se realizarem novas eleições.

"A democracia funcionou, agora também é preciso que os políticos compreendam os recados que recebem, têm de ser responsáveis", enfatizou, congratulando-se pela derrota da austeridade e pela vitória das esquerdas.

Contudo, acrescentou, "é preciso que a vitória das esquerdas sirva para alguma coisa e que os políticos "sejam responsáveis e saibam interpretar o sentido do voto popular".

 

 

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