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Manuel Alegre disse que pessoas ligadas ao Governo de Passos Coelho estão apostadas em aproveitar as "infelicidades" de Cavaco Silva.
"Não tenho vocação de polícia, mas as infelicidades estão a ser muito exploradas por gente ligada ao Governo", referiu ontem Manuel Alegre, sublinhando que recusa aderir ao "desporto de tiro ao Cavaco".
O ex-deputado e ex-candidato à presidência da República referia-se às declarações de Cavaco Silva quando disse que as duas reformas que aufere dificilmente seriam suficientes para pagar as suas despesas e ao cancelamento de uma visita a uma escola onde decorria uma manifestação.
"Mesmo que tenham sido momentos infelizes, fica mal achincalhá-lo. É mau para o país e para a República", defendeu Manuel Alegre.
"Estou à vontade para dizer isto porque o defrontei", frisou o ex-candidato à presidência da República.
O ex-candidato a Belém afirmou que as críticas ao actual Presidente da República são oriundas da esquerda, mas também da direita, sobretudo a partir do momento em Cavaco Silva surgiu publicamente a abordar assuntos "de sensibilidade social".
As declarações de Manuel Alegre foram realizadas no decorrer de um evento que juntou o poeta e político ao músico José Cid.A iniciativa é uma co-organização da Câmara de Leiria e da revista Invest, intitulada de "Conversas Improváveis".
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