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O comissário europeu dos Assuntos Económicos diz que o processo de ajustamento português é "difícil e doloroso", embora necessário.
O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, admitiu hoje que o processo de ajustamento da economia portuguesa é "difícil e doloroso", embora necessário para o país recuperar competitividade.
"Nas últimas duas décadas, Portugal perdeu competitividade estrutural", sublinhou o comissário, lembrando que as dificuldades da economia portuguesa começaram antes da entrada em vigor do programa de ajustamento acordado com a 'troika'. Olli Rehn falava aos jornalistas em Bruxelas, na conferência de imprensa de apresentação das previsões intercalares do executivo comunitário para o período que separa o inverno da primavera.
No documento, a Comissão Europeia revê em baixa as suas previsões para a evolução da economia portuguesa, e espera agora que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminua 3,3% em 2012.
Avaliação da 'troika' permitirá "visão mais clara" da situação portuguesa
Olli Rehn disse ainda que a terceira avaliação da 'troika' da aplicação do programa de assistência financeira em Portugal permitirá a Bruxelas ter uma "visão mais clara" do panorama económico do país. "Espero que [a avaliação da 'troika'] esteja concluída na próxima semana. Estas análises são muito importantes porque permitem-nos ir mais além e compreender a fundo as perspetivas" do país, declarou Rehn.
Recorde-se que a missão conjunta do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu iniciou há uma semana a terceira
avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira de Portugal. Os técnicos liderados por Poul Thomsen (FMI), Jürgen Kröger (CE) e
Rasmus Rüffer (BCE) deverão permanecer em território nacional, a avaliar as metas do programa português, durante cerca de duas semanas, para decidir se recomendam ou não o desembolso da quarta tranche do empréstimo a Portugal.
Portugal recebeu até ao mês passado quase 40 mil milhões de euros do empréstimo do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia,
mais de metade do valor total acordado com as instituições em Maio do ano passado. A 'troika' irá analisar de perto as reformas estruturais, a
reestruturação do Setor Empresarial do Estado, as dívidas por pagar há mais de 90 dias e o panorama macroeconómico, entre muitos outros
aspectos.
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