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Vítor Gaspar acredita que os resultados do ajustamento podem surgir mais cedo e com menos custos do que o esperado.
Vítor Gaspar defendeu hoje pela primeira vez que o “efeito positivo das reformas estruturais” pode resultar num ajustamento mais rápido e com menos custos”. Num artigo de opinião publicado hoje na revista Visão o ministro das Finanças sublinha que no programa de ajustamento que Portugal assinou com a troika “não são tidos em conta os possíveis impactos positivos das reformas estruturais no crescimento do produto potencial” e é assumido um crescimento para o produto potencial “baixo” de 1%, lembra. Assim, e com base nestas premissas, Vítor Gaspar defende que “o efeito positivo sobre o produto potencial das reformas estruturais poderá assim resultar num ajustamento mais rápido e com menos custos do que o considerado no programa”.
O ministro das Finanças começa por elencar as razões de “como chegamos ao pedido de ajuda internacional” apontando o dedo a quem nos “últimos quinze anos” permitiu que Portugal acumulasse desequilíbrios macroeconómicos e níveis de endividamento muito elevados”. Gaspar faz ainda questão de frisar que durante este período “persistiram comportamentos não concorrenciais e de estreita cumplicidade entre a espera pública e a esfera pública e os negócios”.
O ministro prossegue relembrando alguns dados macroeconómicos que tornaram, “inevitável” o ajustamento. E continua defendendo que “uma economia que acumulou uma dívida excessiva não dispõe de alternativa senão reduzir o endividamento e aumentar a poupança”, Vitor Gaspar afirma mesmo que “esta inevitabilidade passou a ser aceite pela generalidade dos portugueses e traduziu-se num apoio político muito alargado ao Programa de ajustamento que veio a ser acordado com o FMI, a CE e o BCE.
No final do artigo o tom começa a ser de um maior optimismo. O ministro das Finanças dá como certo que o programa de ajustamento será “bem-sucedido” e vai mais longe ao afirmar que os resultados do programa em curso possam surgir mais cedo e com menos custos do que o esperado. O ministro conclui afirmando que “o cumprimento repetido dos objectivos permitirá a Portugal acumular gradualmente confiança e credibilidade interna e externa, propiciando, assim, uma base sólida para o regresso aos mercados de obrigações”. “Estas são as bases para o sucesso do nosso ajustamento”, remata Vítor Gaspar.
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