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Santos Ferreira disse hoje que o abandono do cargo de CEO é "consequência" do seu estado de saúde e da mudança de governance.
"Não foi uma decisão, é uma consequência. A opinião dos accionistas foi que era vantajoso para o banco alterar o modelo de governance. Essa foi a opinião dos accionistas. Eu próprio ainda não estou a 100%", disse hoje o ainda presidente executivo do BCP na conferência de apresentação dos resultados de 2011, que revelaram prejuízos de 786 milhões de euros.
Questionado sobre como se sente perante a dimensão dos prejuízos, Santos Ferreira respondeu: "não sou dado a estados de espírito. O prejuízo existe. Praticamente os mesmos factos apanharam toda a gente. O balanço está hoje mais sólido do que estava".
Sobre a actualidade nacional, e a especulação em torno de um eventual segundo resgate a Portugal, o banqueiro falou na "coincidência" de serem "jornais anglo-saxónicos a batalhar nessa tecla" e disse também que "se acreditasse em conspirações, diria que é uma maneira de fazer pressões enquanto decorrem as negociações para a Grécia". "De tantas vezes profetizar, arriscamo-nos a que a profecia se realize", concluiu.
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