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A AIE alerta para a necessidade de procurar fontes alternativas de produção de energia.
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A retoma da economia mundial enfrenta a ameaça de uma "catastrófica" crise energética, já que a maioria dos campos petrolíferos atingiu a capacidade máxima de produção, alerta a Agência Internacional de Energia (AIE).
"Um dia ficaremos sem petróleo, não será hoje nem amanhã, mas um dia acontecerá, temos que prescindir do petróleo antes que o petróleo prescinda de nós, e temos que nos preparar para esse momento", afirmou o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, em entrevista ao jornal britânico "The Independent".
O especialista defende que existe o "risco real" de uma crise no fornecimento de petróleo após 2010, altura em que se espera uma retoma da procura como consequência da gradual recuperação económica global prevista para o próximo ano, pois não têm sido tomadas as medidas necessárias para enfrentar a queda da produção.
"Muitos acreditam na retoma da economia nos próximos anos, mas tratar-se-à de uma recuperação muito lenta e frágil e em que enfrentamos o risco de que seja estrangulada pelos elevados preços do petróleo", frisou Fatih Birol.
Neste sentido, o economista da AIE alerta para o facto das economias ocidentais estarem sob ameaça dos escassos países produtores com reservas significativas de crude virem a aumentar de forma substancial a sua influência nos mercados, caso se confirme a crise energética depois de 2010.
A AIE calcula que a redução da produção nos campos petrolíferos tenha acelerado ao ritmo anual de 6,7%, contra os 3,7% estimados em 2007 e que a produção na maioria dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terá já atingido o seu máximo, pelo que dá por concluída a época do petróleo barato.
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