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A reforma da Justiça, o controlo da despesa primária e um investimento público criterioso são as prioridades apontadas pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) para o Orçamento de Estado (OE) para 2010.
"Cabe ao Governo proceder, sem mais demoras, às reformas que ainda falta executar, em especial a do sistema judiciário. Cabe-lhe, igualmente, elaborar um Orçamento de grande rigor, não permitindo qualquer crescimento da despesa corrente primária. Cabe-lhe, finalmente, assegurar a mais correcta orientação do investimento público, visando criar emprego e reduzir importações, tendo em grande atenção o endividamento externo do nosso país", afirmou o presidente da AEP, citado pela ‘Lusa'.
Segundo José António Barros, entre as prioridades do novo Governo de José Sócrates deverá estar também a melhoria da qualidade e da formação do capital humano, a flexibilização do mercado de trabalho e a redução do peso do Estado na economia e dos custos de contexto.
Relativamente à reforma do sistema de Justiça, a AEP defende "uma maior eficácia, especialmente no que concerne ao normal e ágil funcionamento das relações comerciais".
Para o presidente da AEP, só a correcção da "debilidade estrutural" portuguesa e das contas públicas permitirá uma "resposta séria e sustentada ao grave problema do crescente endividamento externo de Portugal" e só assim Portugal poderá "voltar a trilhar o caminho da convergência efectiva com a União Europeia".
No que se refere às empresas, a AEP entende que "têm de responder com a criatividade, a inovação e a contenção de custos necessárias para concorrer em mercados dinâmicos, com produtos e serviços competitivos".
Para a associação, o OE para 2010 terá obrigatoriamente que ser "de grande rigor, não permitindo qualquer crescimento da despesa corrente primária", e "assegurar a mais correcta orientação do investimento público, visando criar emprego e reduzir importações".
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