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Celeste Patrocínio, antiga professora universitária, fartou-se de ver a adega a afundar-se em dívidas. “Se os sócios quiserem”, continua no cargo.
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Praticamente resolvido o problema do passivo à banca e aos associados, a direcção tem nova estratégia.
A direcção da Adega Cooperativa de Ponte de Lima, liderada por Celeste Patrocínio, assumiu já para este ano um novo desafio estratégico: o aumento das exportações de vinho e espumantes oriundos da região (dos vinhos verdes). Ainda no exercício anterior, segundo disse ao Diário Económico aquela responsável, foi já tentada uma primeira abordagem, "que fez com que as exportações tivessem crescido 80% - mas este favor fica a dever-se à base de comparação de 2009, que era muito pequena".
No quadro desta nova estratégia - que finalmente parece ser também uma opção que já consta dos organismos estatais que dão apoio às empresas - a adega já tem definido os seus principais mercados. Noruega, Canadá, Estados Unidos e Brasil - assim como a França e a Suíça no chamado mercado da saudade - são países que já vêm recebendo encomendas dos diversos vinhos da adega; mas, segundo adiantou Celeste Patrocínio, os mercados prioritários são os do Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Polónia - uma vez que aqueles países da Europa Central mostram grande apetência para as especificidades do Vinho Verde.
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