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10 Mai 2013

“Actividade bancária plena acrescenta valor aos CTT”

António Costa e Cátia Simões
“Actividade bancária plena acrescenta valor aos CTT”

Em entrevista ao Económico, o presidente dos CTT admite que uma licença bancária pode ser atractiva na privatização.

Tomou posse em Agosto do ano passado e tem como missão preparar os CTT para a privatização, que deverá estar concluída até ao final do ano. Francisco Lacerda, presidente-executivo dos Correios, assume que está em estudo a criação de um banco postal, numa altura em que os serviços financeiros valem 8% do total de receitas dos CTT. O gestor admite que o correio tradicional está em queda - em 2012 o volume decresceu 9% - mas frisa o potencial de crescimento da empresa através da diversificação das áreas de negócio.

Está à frente dos CTT ainda não fez um ano. Que balanço faz até agora?
É um balanço positivo. O negócio de actividade dos Correios é um negócio muito mais interessante do que se possa pensar. Há de facto desafios grandes na actividade, que levam a desafios e decisões que se estão a tomar e que têm a ver com a substituição electrónica. Todos nós enviamos cada vez mais emails e cada vez menos cartas, o que leva a uma redução, mesmo nas empresas, da expedição de cartas. Só 3% das cartas expedidas são por particulares. 97% é empresarial. Pela mesma razão há um negócio que está a nascer, e Portugal ainda vai dar um grande salto, que é o negócio do ‘e-commerce'. Aqui abre-se uma oportunidade grande porque quando se compra pela Internet é preciso alguém levar o que se compra a casa das pessoas. E esse negócio, tal como os telemóveis ou os ATM, vai explodir em Portugal. Há aí uma oportunidade onde os CTT estão posicionados e onde estão a reforçar a oportunidade em Portugal e em Espanha. Esta transição faz com que ao mesmo tempo tenhamos de continuar a defesa do negócio de Correio, do negócio principal que representa dois terços das receitas. Temos um desafio grande de reforçar e desenvolver o negócio de expresso e encomendas onde os CTT são líderes de mercado em Portugal. Temos uma actividade em Espanha onde o desenvolvimento vai ser significativo e pensamos que temos um papel a desempenhar nesse desenvolvimento. E depois temos uma terceira parte, os serviços financeiros que já têm um papel bastante activo mas onde estamos a estudar outras soluções e outras hipóteses para reforçar a presença aí. Resumindo, temos uma organização eficiente, reconhecida entre os seus pares como uma empresa de correios competente e eficiente, os rácios assim o demonstram, com desafios importantes como todo o sector num momento que, em termos económicos, pensam em todas as empresas que operam no nosso país.

O que é que torna os CTT numa empresa apetecível para a privatização? E como é que se garante que os CTT pode ser uma empresa bem privatizada e como suscitar interesse do mercado?
O conjunto das actividades tem os seus desafios mas tem o seu potencial. E tem uma presença no mercado muito forte. Toda a questão da proximidade, das redes instaladas, do conhecimento profundo da actividade existe e são valores que têm interesse para quem queira vir para este tipo de negócios. Tipicamente os compradores de operações de correios como os CTT são entidades interessadas em activos que sejam capazes de libertar ‘cash flows' regulares e estáveis e é isso que os CTT têm demonstrado ser até agora.

Com a quebra no negócio tradicional?
Que está a cair há dez anos! É verdade que é com base no negócio internacional mas este não é um desafio de ontem ou anteontem, o desafio tem bastantes anos já e os CTT têm conseguido mostrar ser capazes de ir integrando outras coisas. É claro que nestes últimos dois ou três anos as coisas têm sido mais complicadas porque está-se a verificar, como se verifica noutros sítios, que quando há um momento de recessão ou crise económica a tendência de redução dos volumes aumenta. E fundamentalmente quem manda cartas são as empresas, as empresas em momentos de crise preocupam-se mais com os custos, a actividade económica diminui, há menos actividade e portanto tudo isto pesa sobre a redução da correspondência. Mas nós não vamos ficar sempre nesta situação, e há que trabalhar para tentar minimizar essa queda. Há casos com bastante sucesso porque quando se olha para os Correios da Europa não estão todos a cair à mesma taxa.

Que tipo de trabalho estão a desenvolver para vender a empresa a um potencial comprador que vos contacte?
Do ponto de vista da venda ainda não estamos a fazer nenhum. O processo público de venda ainda não começou. O que temos estado a fazer é o trabalho interno e dentro do trabalho interno nós temos actuado nestas linhas que acabei de referir. Na actividade de correio uma das questões prévia a tudo isso é a definição e estabilização do enquadramento regulatório. Há todo um trabalho que está a ser feito e vem já de algum tempo mas que é um trabalho que tem de ser completado e estudado aprofundadamente que é definir um enquadramento regulatório estável que permita para quem olhe para os CTT saber com o que pode contar no futuro e que esse enquadramento permita ter um operador de Correios eficiente e ao mesmo tempo que assegure condições de rentabilidade e sustentabilidade.

Qual é esse enquadramento regulatório?
Foi aprovada uma lei há mais ou menos um ano e o que tem estado a ser trabalhada, que é a revisão das bases de concessão, da qual decorre os termos do contrato de concessão aos CTT. Há também um conjunto de decisões económicas que são do âmbito da Anacom e que estão a ser trabalhadas. São questões bastante técnicas, sistema de contabilidade analítica, como é que se imputam os diferentes custos às várias actividades, o cálculo do custo do serviço postal universal... isto tem de estar tudo muito claro, baseado nas experiências que existem nos países europeus e em Portugal e a partir daqui definir um enquadramento que vai ao encontro dos vários interesses...

No âmbito desta questão da privatização como é que se assegura o serviço universal postal? Principalmente com as notícias do encerramento de estações, de receio de que os portugueses podem deixar de ter acesso à sua pensão, por exemplo...
Este é um dos aspectos que eu gostaria de contribuir para esclarecer para ver se se desfazem determinadas ideias que não correspondem à realidade. Os Correios gerem e têm duas redes. Há uma rede que é a das estações de correio, que é a que é vista e depois há a rede de distribuição de correio que são os carteiros. Isso passa pelos centros de processamento dos correios, bastante automatizado e modernos onde se consegue eficiência, pelos centros de distribuição postal... temos cinco mil carteiros e trezentos e poucos centros de distribuição total. Cinco mil carteiros que vão a casa de todas as pessoas, a todas as moradas em todo Portugal e que é o cerne da proximidade. Há um conjunto da população que comunica mais ou menos mas por email provavelmente não comunica de todo. É no quadro da definição das responsabilidades e obrigações do serviço universal postal que isso é tratado e, no âmbito do regulador. Temos à volta de 2.500 lojas de correios nos país das quais 700 e poucas são detidas e geridas pelos próprios CTT e o resto são parcerias com terceiros. No fundo ajudam-se estabelecimentos comerciais a alargar o leque de receitas sem precisarem de aumentar os seus custos e por outro lado os Correios também têm menos unidades que pesam negativamente no todo e conseguem melhorar a sua rentabilidade e o seu valor num quadro em que nós gestores temos de estar preocupados com a maximização das empresas e sua rentabilidade. E em momentos em que se antecipam transacções isso é mais verdade mas isto é uma realidade. Para os efeitos de serviço universal estes são prestados nas mesmas condições. Não estou com isto a dizer que não há diferença nenhuma, há, se não houvesse não estávamos a fazer o que estamos a fazer mas para o público utilizador é praticamente nula.

Antecipa-se que esta rede de 2.500 lojas é desnecessária face à avaliação que existe hoje dos serviços prestados? Prevê-se uma redução?
Não vai baixar muito esse total. Na parte de lojas próprias é que estamos a reduzir alguma coisa mas assegurando que o serviço se mantém.

O novo contrato de concessão será sempre feito antes da privatização, nesta esfera?
Neste momento os Correios têm a concessão e serão privatizados com a concessão. Os termos exactos do contrato serão ainda acordados antes da privatização. E algum tempo antes para que os potenciais compradores saibam com o que podem contar.

Como está essa renegociação com o Governo?
Para a fazer em termos adequados implica bastante trabalho técnico e de análise. Estamos numa preparação dos dados e num aferir dos vários temas para ser tratados e está a correr naturalmente e normalmente.

O que é que um privado pode trazer que os CTT públicos não podem fazer? 
Essa pergunta pressupõe que só deve ser privatizado aquilo que corre mal e não penso que esse deva ser o pressuposto certo. A privatização é uma decisão tomada obviamente por razões ideológicas e de pontos de vista sob a presença do Estado na economia, que vai muito para lá do privatizar o que é bom ou mau. Se fosse esse o caminho também não teriam sido privatizados bancos e empresas. O ponto de vista aqui é o que um privado pode trazer... depende do perfil do privado, depende da estrutura accionista...

Ou seja, o que é que hoje os CTT não fazem porque são públicos e não são privados? Até entregam dividendos ao Estado...
Desse ponto de vista nada. Tem as regras cada vez mais claramente definidas e este trabalho que estamos a fazer, dando continuidade a coisas que vinham do passado, aprofundando outras, é exactamente um trabalho de tentar que seja tudo claro. As empresas, quanto a mim, não devem ter subsídios cruzados e as contas devem ser transparentes. Tudo isto vem definido, há uma obrigação de serviço público e há que ter claro quanto é que isto custa, como é que se financia essa obrigação, há que ter claro quanto é que se ganha nos diferentes negócios e tudo isto ser bastante transparente e aberto. Se depois a detenção do capital é pública ou privada, mais concentrada ou mais repartido, é um assunto diferente.

Como gestor, que modelo de privatização lhe faz mais sentido? Vender a totalidade ou diferentes negócios?
Como gestor da empresa acho que isso é uma decisão do accionista e portanto não acho que deva emitir a minha opinião.

O negócio do expresso tem recebido demonstrações de interesse...
Sobre o modelo de privatização e a forma de privatizar é uma decisão do accionista e eu não sou accionista, sou gestor. Dito isto penso que com o que disse inicialmente sobre os vários pilares de actividade dos CTT e quais as previsões para uns e outros explica porque é que há mais interesse numas do que.

Nos últimos dias tem-se referido a possibilidade de criar o banco postal ou, pelo menos, uma licença bancária. Como vê este dossier?
Os CTT têm uma actividade de serviços financeiros que pesa à volta dos 8% do total de receitas. Essa percentagem não tem evoluído muito porque tem existido alguma substituição. A transferência bancária electrónica, por exemplo, substitui algumas das coisas que eram feitas nas estações dos correios. De resto os CTT fazem pagamentos de pensões e prestações sociais em geral e são um grande agente aí, com a capilaridade de chegar a toda a parte. E claro que uma das vantagens competitivas dos CTT é a rede e não iríamos nunca destruir essa vantagem competitiva. Pagamento de prestações sociais, pagamento de facturas, transferências de dinheiro e produtos poupança, como os certificados de aforro. Quer em termos de cobrança, meios de pagamento e poupanças os CTT têm já uma actividade bastante alargada dentro do que é o perfil dos clientes típicos dos correios e das pessoas que trabalham nos Correios. A questão da licença bancária é uma questão recorrente e que de tempos a tempos surge. Quando se está a analisar uma empresa para uma fase de privatização há que analisar todas as vertentes possíveis para a criação de valor e a actividade bancária plena pode de facto acrescentar valor aos CTT. É uma questão que merece ser estudada e bem analisada e que até pode ser posta em termos que o futuro comprador decida se sim ou não quer aproveitar essa questão. O Governo mostrou disponibilidade para promover a obtenção de uma licença, o que é importante, porque senão não valeria a pena sequer pensar no assunto e também deu indicações para que seja estudado o lançamento de um banco postal. E portanto a actual gestão vai tratar, ou já está a tratar de fazer esse estudo e a seu tempo as conclusões serão apresentadas no sítio certo.

Este processo tem dez anos. Num momento em que apesar de tudo o sector bancário estava em expansão mas agora já não está... que sentido é que faz, com as restrições que hoje existem, os problemas dos bancos, estar a discutir a licença bancária e que interesse tem para um operador vir fazer banca?
Acho que o debate final sobre que sentido faz teremos de fazer depois do estudo estar pronto e termos conclusões mais concretas sobre essa realidade. Qual é o interesse para um operador vir fazer banca... isso deve ser colocado de uma maneira aberta porque pode atrair determinados operadores que de outra forma não teriam tanto interesse, para outros pode ser neutro e para outros até pode ser negativo. Teremos de olhar para isso. Agora o que estamos aqui a falar é que já fazemos uma série de actividades financeiras, há outras que podem ser feitas com uma licença bancária plena. Faz sentido dar esse passo, não faz sentido dar esse passo na conjuntura actual ou no que se pensa que podem ser os próximos cinco ou dez anos da actividade em Portugal...

Os bancos estão a fechar balcões, tinham essa capilaridade e estão a fazer o contrário... hoje a gestão dos CTT, se tivesse licença bancária activa, faria mais do que o que está a fazer nos serviços financeiros? Isto assumindo que a privatização vai ser bem-sucedida.
Do ponto de vista conceptual tem sempre de se pôr todas as alternativas mas acho que a privatização vai ser feita. O que posso dizer é que os bancos postais nos outros países que os têm apresentam um posicionamento e um determinado perfil de cliente no mesmo tipo de lógica dos correios, de proximidade das populações e a determinados meios mais afastados dos centros... o que vamos fazer é ver se há uma oportunidade de negócio que justifique apostar. Não vale a pena especular sobre se o resultado será sim ou não.

Já receberam indicação do governo para começar a preparar esse trabalho?
O Governo já deu indicações de que deve ser estudado.

É expectável que se cumpra o prazo de privatização até ao final do ano tendo em conta que há ainda uma série de questões regulatórias para resolver?
O objectivo continua a ser fazer a privatização até ao final do ano e estamos todos a trabalhar para isso quer nos CTT quer do no Governo. Estamos a trabalhar para concretizar o calendário. Há ainda muitas coisas para fazer.

Qual foi a última avaliação dos CTT?
Não temos uma avaliação própria e também não estamos a trabalhar nisso. Isso será uma das primeiras tarefas dos ‘advisers' financeiros.

O que é que é necessário garantir para que a liberalização não resulte num monopólio?
O problema é o mesmo que se aplica a estes tipos de actividade e aos correios em todos os países europeus que já fizeram privatização. Tem a ver com uma definição clara do que são as regras do jogo e um regulador forte para as fazer cumprir. E a partir daí essas regras do jogo envolvem o serviço público universal, o que se pode fazer ou não em termos de preçário, para não haver aproveitamento indevido de ter uma presença dominante...

Os CTT hoje estão em Espanha. Quanto pesa a actividade?
No expresso o peso é cerca de 18% e Espanha é entre os 6% e 7% desse valor.

Também estão em Moçambique... como é que a privatização pode contribuir para a diversificação do negócio fora do mercado português?
Quando o negócio tradicional está em diminuição há que fazer diversificação e diversificação para outras linhas de negócio e que deve ser geográfica. E dentro da diversificação geográfica é mais possível fazer a expansão em sectores que não sejam o correio tradicional, que nos outros países também está a diminuir. Portanto, a expansão ou a diversificação internacional será fundamentalmente sempre à volta do expresso e encomendas ou de alguns negócios mais pequenos, mas que também têm o mesmo tipo de perfil e natureza. Espanha não só é o vizinho. Não há um ‘player' dominante na área do expresso e encomendas e portanto permite a entrada que em outros mercados mais consolidados é mais difícil, como Portugal e Espanha estão cada vez mais interligados economicamente. E cada vez mais é um mercado único e nós queremos posicionar-nos como sendo um operador muito relevante no mercado ibérico e nas interligações entre a Península Ibérica e a parte do mundo com que as economias trabalham mais, que é Brasil e a América Latina. Não estou a falar que vamos fazer operações aí, o que estou a falar é de movimentos de comércio que têm associadas encomendas e tendo encomendas nós queremos ser os transportadores. E o mesmo é verdade para África, principalmente os países que falam português. Ai num caso ou noutro fazendo operações locais, como a que temos em Moçambique, que temos em parceria com a Corre.

Como é que está Angola? Está a tentar entrar nesse mercado já há algum tempo?
Estamos já há alguns anos a fazer coisas nesse mercado mas sempre no sentido de consultoria e trabalho com os correios locais.

Isso não torna mais ou menos evidente que candidatos de origem da América Latina sejam mais interessantes para uma futura expansão?
Prefiro não especular sobre perfis de compradores.

A concorrência os correios é sobretudo internacional, no expresso.
O expresso tem os grandes integradores internacionais mas esses estão na actividade mais internacional. Na operação doméstica alguns ‘players' são estrangeiros que estão cá instalados, têm outro perfil. Outros são empresas portuguesas que estão activas, independentes, como alguns têm falado publicamente com alguma regularidade. Além disso, quando falamos da optimização das estruturas e das redes, estamos a gerir a situação de optimização de modo a não haver despedimentos e rescisões significativas. E estamos proactivamente a trabalhar na organização para que isso seja possível.

E é possível?
Há uma redução. Já houve no ano passado. É possível que este ano haja uma redução de umas centenas de pessoas a trabalhar para os CTT. Mas isso é porque chegam à idade da reforma ou porque uma parte das pessoas que trabalha nos CTT é da Caixa Geral de Aposentações, têm um regime igual dos funcionários público e face ao aumento da idade da reforma é natural que as pessoas se queiram reformar ao longo deste ano. Entre as que se reformaram no ano passado e as que o farão este ano, mais uma gestão apertada dos contratos de trabalho a prazo - a não renovação dos contratos e não celebração de novos - faz-se uma redução do número de pessoas que trabalham nos CTT. Depois o que fazemos é rodar as pessoas que trabalham na empresa. Isso tem sido feito de uma maneira natural. Haverá uma redução de lojas próprias mas isso não provocará uma redução de pessoas

Qual é o objectivo da administração nas lojas próprias? É passar de 700 para 600?
Estamos ainda a trabalhar no número e prefiro não falar nele.

Esse processo de redução de pessoal é para fazer num curto espaço de tempo ou num plano a três anos?
Vai ser mais curto.

Quantas pessoas têm hoje neste enquadramento?
Os CTT têm 13.100 pessoas, incluindo Portugal e estrangeiro, bem como o serviço expresso e os cinco mil carteiros. Tinha mais 650 em 2011 do que tinha em 2012 e este ano haverá uma redução de umas centenas. É um plano de redução de 4% a 5% dos recursos humanos. Mas mais uma vez digo que por motivos naturais. Ou seja, não há um plano de redução de efectivos.

Já fecharam o acordo de contratação salarial para este ano?
Uma das coisas que fizemos foi celebrar um acordo único de empresa que foi assinado antes da Páscoa, com os 11 sindicatos. Agora, os CTT estão como todas as empresas públicas obrigadas às mesmas restrições que o Estado. Não há revisões salariais.

Os CTT privatizados ficam fora desse constrangimento?
Em 2011 os CTT originariamente só tinham pago 12 meses e afinal está nas contas 13 meses porque, depois da decisão do Tribunal de Contas, foi incluído no ano passado o subsídio de férias deste ano, como mandam as regras contabilísticas. Obviamente este ano serão 14 meses em vez de 13, como também manda o Tribunal Constitucional, e não por causa da privatização. Depois há ainda as várias reduções salariais, entre 5% e 10%, consoante o nível e outras coisas do género que terminam no dia da privatização. É um elemento importante que está em cima da mesa quando analisamos a rentabilidade dos CTT. Muitas das medidas que estamos a tomar têm isto em consideração. Algumas actuações do lado dos custos não são continuadas e repetíveis. Decorreram de situações externas aos CTT que não são replicáveis.

 

 

 

 

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