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Augusto Mateus considera que o “equilíbrio ver-se-á no final”.
O antigo ministro da Economia diz, em declarações ao Etv, que o acordo de concertação social tem medidas "particularmente gravosas para o mundo do trabalho", mas, como são positivas para as empresas, Augusto Mateus considera que o "equilíbrio ver-se-á no final".
"Digo que não é um acordo perfeito mas é um sinal positivo", sustentou o economista, frisando, contudo, que "está desequilibrado no lado forma", nomeadamente "na parte que tem a ver com férias, feriados e horários de trabalho". Ao mesmo tempo, considerou, "em algumas coisas corrige e corrige bem".
Recorde-se que o acordo assinado ontem entre o Governo, patrões e UGT prevê, entre outras coisas, a redução do número de dias de férias, o fim de três a quatro feriados, o pagamento de metade das horas extra, entre outras.
Para o ex-ministro Ministro da Economia, Indústria, Comércio e Turismo (entre 1996 e 1997), o acordo cria uma "responsabilidade partilhada" e "tem de ser elogiado". "O que é positivo não é o acordo em si, mas a disponibilidade do governo e dos parceiros sociais", disse Augusto Mateus, argumentando que, nesta matéria, o que vai equilibrar a vida das pessoas é a capacidade de Portugal produzir e exportar mais. "Estou mais preocupado com a criação da capacidade de criar condições aumentem a competitividade da economia portuguesa", confessou Augusto Mateus.
Questionado sobre a falta de acordo na Madeira em relação ao programa de ajustamento para a região, o antigo ministro da Economia diz que "é facilmente perceptível que as condições do País devem ser as condições da Madeira" e que, do ponto de vista financeiro, "não se justifica uma diferenciação".
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