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A "total independência" da CP face ao Estado está inscrita no memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika', que abre a porta a um aumento do preço dos bilhetes dos comboios.
O documento prevê um conjunto de medidas para os transportes, nomeadamente a apresentação de um plano estratégico para o sector durante o terceiro trimestre deste ano.
No sector ferroviário, o memorando de entendimento salienta a necessidade de "assegurar a total independência da operadora ferroviária CP do Estado", sem especificar se esta operação pode ser feita através de uma privatização.
No âmbito das privatizações, é referida a privatização da CP Carga e de algumas linhas suburbanas da CP.
O memorando prevê também a "revisão do sistema tarifário" do transporte ferroviário, para introduzir um mecanismo de gestão da rentabilidade dos bilhetes, que prevê, em particular, o aumento dos preços.
O documento sugere ainda a aplicação de medidas para "facilitar a entrada de companhias aéreas de baixo custo [low cost], fazendo uso da infra-estrutura existente".
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou na terça-feira à noite, numa comunicação ao país, que o Governo conseguiu um "bom acordo" com a 'troika' internacional com vista à ajuda financeira a Portugal.
O empréstimo será de 78 mil milhões de euros durante três anos e inclui a recapitalização da banca, caso seja necessária.
A 'troika' é constituída pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).
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