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A secretária de Estado Tesouro, Maria Luís Albuquerque, explicou ontem no final do Conselho de Ministros a razão da escolha dos chineses.
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Uma oferta milionária e poucas exigências em troca levaram o Governo português a optar pela Three Gorges, em detrimento da E.ON e Eletrobras.
Mais do que o preço colocado em cima da mesa, de 2,7 mil milhões de euros, foi o pacote milionário de contrapartidas que a chinesa Three Gorges ofereceu ao Estado, que determinou o seu sucesso na privatização da EDP. Um total de 8,7 mil milhões de euros, com nível de exigências mínimas, ao contrário do que sucedeu com as suas rivais mais directas: a alemã E.ON e a brasileira Eletrobras.
A proposta da Three Gorges convenceu o Governo por causa do muito que dava e pouco que pedia, defendem as várias fontes contactadas pelo Diário Económico. O grupo chinês, cuja proposta esteve a cargo dos bancos BES Investimento e Credit Suisse, e do advogado Luís Cortes Martins, ofereceu pelos 21,3% da EDP um prémio de 53,6% face à cotação de 21 de Dezembro.
Sem impor a entrada no capital das participadas da EDP, como a EDP Renováveis, Horizon Wind Energy ou Energias do Brasil, a Three Gorges limita-se a avançar com quatro representantes no Conselho Geral e de Supervisão. Não pede quaisquer administradores executivos.
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