O País dividiu-se com o fim da tolerância de Carnaval. Trabalho forçado, acusam os sindicatos, “respeito pelos dinamismos locais”, invoca Seguro e alguns presidentes de câmara.
Mas para além do folclore carnavalesco, tão pindérico como inútil, as reacções ao anúncio de Passos Coelho mostram que uma parte do País ainda não percebeu a gravidade da crise económica que vivemos. E que ainda não viu que a festa acabou e só nos resta apanhar as canas.
Apesar da doutrinação financeira dos últimos meses - nunca como agora se falou tanto em défices e dívidas - há uma parte da sociedade portuguesa que ainda não interiorizou a gravidade da situação económica. Muitos vivem ainda na ilusão que Sócrates ajudou a construir para além do razoável. As expectativas demoram a ajustar-se à realidade. Não aceitam os sacrifícios, nem querem mudar de vida. Continuam inebriados num consumismo desenfreado, viciados num crédito abundante, que agora acabou. A infantilização persiste em muitas cabeças, tal como a ideia de que os sacrifícios só afectam os outros. Que as coisas se resolvem de forma fácil e instantânea, tal como o dinheiro e a fama que vêem na televisão. Algo natural, poderíamos pensar, não fosse a frustração que se gera com a mesma velocidade que as expectativas são contrariadas pelo confronto com a realidade.
Nas últimas décadas construímos um ambiente político excessivamente centrado nos direitos, vistos não como aspirações mas como conquistas irreversíveis. Segundo essa lógica não se pode acabar "algo" que sempre existiu, esquecendo que a situação mudou radicalmente. Não falo apenas das dívidas, que nos aprisionam, mas do que está na sua origem: uma economia estagnada na última década e que vai encolher nos próximos anos. Somos menos, mais velhos e gastamos demasiado. Muita gente ainda não percebeu que a nossa perda de competitividade está a tornar-se estrutural. E que a única forma de inverter isto é sermos mais produtivos, o que passa por trabalhar mais e melhor.
Por tudo isto a decisão do Governo de terminar com a tolerância de Carnaval é um sinal correcto. Tal como o fim dos quatro feriados negociada em concertação social. São pequenos passos, reconheço, mas que vão no caminho certo para melhorar a competitividade. Todo este "carnaval" mostra o irrealismo de alguns sindicatos - cegos por um marxismo serôdio - e de certos políticos que ainda não perceberam que a festa acabou e que estão do lado errado da história.
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Paulo Marcelo, Advogado
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Acções do PSI 20





Uma pergunta que eu faria ao Roubini se eu o visse tmnsoaleespe. Com os seus “poderes de Nostradamus”, pode dizer quando essa crise vai ter um fim e, quais paedses ve3o realmente sair beneficiados?“ ne3o restare1 aos EUA outra via uma bancarrota que tere1 consequeancias inimagine1veis para o globo ”Quer saber uma prove1vel consequeancia da bancarrota dos EUA? A Terceira Guerra Mundial.Se salvar a Gre9cia e9 uma “misse3o impossedvel”, ente3o que a Gre9cia declare bancarrota de uma vez e saia do Euro. Qual outra saedda? Je1 se sabe que os gregos gastaram muito mais do que podiam, isso e9 passado e ne3o tem como voltar atre1s. O que interessa agora e9 vencer a crise, salvar o Euro e a UE. O que os governos europeus, principalmente da Alemanha e da Frane7a pensam da vida? Os europeus em geral e norte-americanos que fae7am os banqueiros e os especuladores custearem as dedvidas, pagarem as faturas! Ne3o perceberam ainda que a situae7e3o da Gre9cia e9 de insolveancia? Os governos