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Além das famílias que simplesmente perderam o abono, muitas outras viram o valor baixar.
O abono de família foi cortado a mais de um terço das crianças, desde Outubro de 2010, quando mudou a lei e a prestação familiar passou a ser atribuída apenas a quem tem rendimentos extremamente baixos.
Segundo o Jornal de Notícias, em Outubro de 2010, mês anterior ao da entrada da lei em vigor, havia quase 1,78 milhões de titulares de abono de família; no mês seguinte, o número tinha caído para perto de 1,4 milhões; em Novembro do ano passado (o último número disponível no site da Segurança Social), não chegava a 1,2 milhões - isto depois de se ter atingido um pico mínimo em Abril e assistido a uma ligeira recuperação, entretanto.
O corte no número de famílias beneficiárias de abono de família decorre da entrada em vigor de uma nova lei de condição de recursos, que veio não só baixar o valor do rendimento que dá acesso à prestação (só os rendimentos mesmo muito mais baixos dão direito ao abono), como incluir nesses rendimentos valores como uma parte da casa onde vive, se for comprada, ou subsídios de renda e, ainda, inclui no bolo os rendimentos de tios e sobrinhos que vivam na mesma casa, por exemplo.
A consequência foi a exclusão de um grande número famílias, ainda que o seu rendimento disponível seja baixo.
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