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Mais medidas de austeridade só vão garantir que a Europa cresça mais lentamente e que os seus problemas aumentem, alerta Stiglitz.
"Só tardiamente os líderes europeus reconheceram afinal que a Grécia e os outros países assolados pela crise precisavam de crescer e que a austeridade também nunca traria esse crescimento", escreveu Stiglitz num texto publicado na edição de hoje do Financial Times com o título de "Como fazer o melhor da longa doença".
Para além dos problemas políticos que quer a Europa quer os EUA atravessam, o Nobel da Economia lembrou que os "eventos movem-se mais depressa do que os processos de ratificação dos líderes europeus e do que a sua implementação".
A aposta no contrariar da crise foi perdida, segundo Stiglitz, e, agora, "a escala do problema é aparente" com uma nova certeza a ter emergido: "a certeza de que a situação vai piorar, independentemente das acções que tomemos", o que significa que "uma longa doença parece agora o cenário optimista".
O também professor da Universidade de Columbia destacou que os mercados têm uma agenda política, algo "evidente no corte da Standard & Poor's", uma vez que "nenhum economista olharia apenas para o lado do passivo de uma folha de balanço e, ainda assim, é isso que a S&P faz", ao que acresce o facto de os EUA pagarem a sua dívida em dólares, controlando a impressão de moeda, o que, por sua vez, significa que "não há hipóteses de um incumprimento, salvo do tipo do circo político a que se assistiu na semana passada".
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