Comunidade
José Manuel Durão Barroso tem praticamente assegurada a reeleição como presidente da Comissão Europeia. A dúvida é se o conseguirá com maioria simples ou qualificada, o que será determinante para o grau de poder que vai ter nos próximos cinco anos.
Para já fica o aviso do seu principal apoiante, o Partido Popular Europeu, de que a reeleição não será um "cheque em branco". Barroso terá de provar que está à altura das expectativas, disse o líder do PPE, no que foi secundado pelo chefe dos liberais, grupo que também o apoia. Para Portugal a continuidade de Durão Barroso em Bruxelas também só tem valor intrínseco se esta for uma boa presidência. Os primeiros cinco anos de Barroso não foram fáceis, até porque ficaram marcados, na fase final, pela crise económica, mas o certo é que não houve um êxito claro do presidente da Comissão. Não se sabe ainda sequer se o Tratado de Lisboa será ou não ratificado por todos os Estados-membros. Entre os obstáculos conta-se o segundo referendo na Irlanda, em Outubro. Mas convenhamos que também não é fácil pôr 27 países de acordo sobre o que quer que seja e, nem sequer nos apoios de emergência, em tempo de crise houve unanimidade. Mas também, se a reforma da União Europeia entrar em vigor, Barroso será confrontado com uma nova organização do poder e com um presidente permanente do Conselho Europeu que, no fundo, apesar de ter um mandato de apenas dois anos e meio e de ser uma nova figura, terá maior visibilidade nas grandes decisões, sobretudo se for Tony Blair. Barroso promete agora uma conduta mais forte e mais ambiciosa e ao que tudo indica terá uma segunda oportunidade para causar boa impressão.
Comentários (3)
Publicidade
Acções do PSI 20




