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Portugal continuará a financiar-se a taxas elevadas.
A taxa de juro que Portugal terá de pagar pela primeira tranche de empréstimos a médio prazo no quadro da ajuda externa deverá ter uma média superior a 6%, um valor próximo do que enfrentou no mercado primário nos últimos meses.
Para tranches da segunda metade do ano, a taxa de juro poderá ser atenuada com uma decisão política de aplicar um desconto de 100 pontos, já acordado para a Grécia. Esta hipótese poderá, no entanto, ter um efeito mitigado em virtude da previsível subida dos juros do BCE ao longo do ano, confirmaram ontem técnicos europeus ao Diário Económico.
Outra decisão política possível seria reduzir em termos retroactivos as parcelas dissuasoras das taxas, actualmente em 295 pontos para a Irlanda. "É isso que existe neste momento e Portugal terá as mesmas condições", confirma o porta-voz da Comissão. De qualquer forma, o empréstimo terá uma carência de dois anos, por isso só em Junho de 2013 se começará a amortizar. A taxa de juro aplicada a cada tranche vai evoluindo em função das condições de mercado no momento da angariação de capitais e também de eventuais decisões políticas a nível europeu.
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