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Maria de Lurdes Rodrigues, foi o primeiro membro do Governo socialista a ir ao Parlamento responder às questões dos deputados sobre a Parque Escolar.
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Ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues continua a negar as derrapagens e diz que as dívidas contraídas resultaram da insuficiência das verbas do PIDDAC.
"A Parque Escolar foi uma grande festa para o País". É assim que a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, tendo provocado alguns risos durante a audição que decorreu ontem no Parlamento, avalia o programa de requalificação da rede de escolas pública, realizado pela empresa pública Parque Escolar.
"Foi um programa de êxito e de festa para as escolas, para os alunos, para os arquitectos e para a economia portuguesa", sublinha ainda a ex-ministra - que lançou o programa durante a primeira legislatura do governo de José Sócrates em 2007.
Lurdes Rodrigues negou ainda repetidamente ter havido derrapagem no investimento das escolas - tal como o tinha feito ao Diário Económico - e sublinhou ainda que o universo de 332 escolas apresentado nas auditorias "é um erro" porque, justifica, no Plano de Negócios de 2008 - o primeiro da Parque Escolar que foi aprovado - "fala em 166 escolas para um investimento de 2,4 mil milhões de euros". Segundo Lurdes Rodrigues a empresa "corrigiu o Tribunal de Contas durante o período de contraditório, mas essa correcção não apareceu no relatório". Um dado que, segundo a ex-ministra, revela "que não houve derrapagens".
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