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11 Abr 2012

A melhor forma de conseguir emprego

Carla Castro e Catarina Madeira
A melhor forma de conseguir emprego

Todos temos uma marca pessoal e se queremos conseguir um emprego ou subir na carreira, o melhor é aprender a valorizá-la.

Todos queremos ser como a Coca-Cola ou a Apple no mundo das marcas pessoais. Porque todas as pessoas têm uma marca, tal como os produtos e serviços. Essa marca pessoal pode ter mais ou menos valor no mercado e é essa notoriedade que pode fazer toda a diferença no nosso percurso profissional. "Investir na marca pessoal é investir na nossa empregabilidade", resume José Bancaleiro, ‘managing partner' da ‘executive search' Stanton Chase International.

Aprender a gerir a marca pessoal tornou-se indispensável num mercado de trabalho cada vez mais concorrencial e onde passaram a ser as pessoas a fazer a gestão da sua carreira. Já não são as empresas a fazê-lo, como acontecia no passado. Todos lutamos por deixar uma marca positiva que nos distinga, entre os milhares que todos os dias concorrem a um lugar, se lançam num negócio próprio ou procuram uma promoção. Além disso, o emprego para a vida deixou de existir e, à medida que as pessoas passam por várias empresas, ao longo do seu percurso profissional, têm de assegurar que a imagem que fica é aquela que querem que fique. "A nossa imagem e notoriedade no mercado são um activo de enorme importância, que se constrói todos os dias e implica grande esforço", sublinha José Bancaleiro, que dá aulas sobre ‘personal branding' na UAL.

E, afinal, o que é isso da marca pessoal? "É a ideia que criamos na cabeça das outras pessoas quando elas pensam em nós. São os valores, competências, acções que associam a nós", diz ainda o ‘managing partner' da Stanton Chase.

Ajudar a desenvolver a marca pessoal é o objectivo da Progma - empresa fundada por Manuel Forjaz, Andréa Shaefer e Ana Freitas Reis - que já lançou a segunda edição do curso de ‘personal branding'. O objectivo é dotar os participantes de capacidades para delinear um plano de vida, tirando o melhor partido da sua marca pessoal. Manuel Forjaz defende que estas competências, apesar de não serem ensinadas nas universidades, são determinantes para alcançar objectivos profissionais. "Nos cursos de gestão ensinam-nos a liderar, mas não nos ensinam a sermos líderes da nossa própria vida", sublinha Forjaz.

Na primeira aula, Manuel Forjaz (responsável pelo primeiro módulo de ‘personal mix') explica que o primeiro passo para construir a marca pessoal é "conhecermos a nossa essência e sabermos qual a imagem que projectamos nos outros". Depois, o formador convida a pessoa a apresentar-se enquanto é avaliada pelos restantes membros do grupo. Os resultados traduzem, de forma genérica, a marca de cada um e, muitas vezes, surpreendem os avaliados.

Seja qual for a motivação que leva as pessoas a frequentarem o curso de 33 horas, o formador lembra que os plano que cada um define para si deve estar de acordo com a sua essência, isto é, "as suas características imutáveis e os seus valores". Depois de uma primeira fase de auto-conhecimento, o curso desenvolve outros temas como "programação do cérebro vencedor, ‘coaching', "imagem de sucesso", ‘selling skills', "gestão do tempo", "interacção pessoal" e ‘media training'. Este ano, foi introduzido um novo módulo - "As redes sociais na marca pessoal" - já que os responsáveis do curso acreditam que a imagem que projectamos através das plataformas ‘online' não pode ser descurada.

Numa altura em que o desemprego sobe em flecha e as pessoas se preocupam, cada vez mais, em conseguir um lugar num mercado de trabalho, que parece cada dia mais inacessível, saber gerir a marca pessoal tornou-se um assunto na ordem do dia. E os cursos de formação de executivos e pós-graduações várias dedicam já parte dos programas a esta questão do ‘personal branding'.

O trabalho de valorização da marca pessoal que cada um deve fazer por si, valorizando e comunicando as características mais fortes do seu perfil, está facilitado com as redes sociais, mas também o perigo é maior quando há um problema de qualidade, como acontece com as marcas dos produtos. "Ter um blog, um site, uma página no Facebook potencia a marca, espalha-se como um vírus", frisa José Bancaleiro. Mas quando alguma coisa corre mal, o impacto também é mais desastroso.

Não se esqueça que...

- A roupa é um dos componentes da linguagem não verbal;

- O cinzento e o azul escuro são as melhores cores para transmitir uma imagem profissional;

- As redes sociais projectam a nossa imagem e são uma das primeiras fontes de informação de um potencial empregador;

- Uma atitude proactiva é sempre valorizada;

- Pessoas que não gostam de falar em público e menos propensas ao ‘networking' têm mais dificuldade em sobressair.

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