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Roberto Carneiro foi ministro da Educação e é actualmente professor na Universidade Católica.
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Roberto Carneiro, ex-ministro da Educação, defende que as licenciaturas pós-Bolonha são muito generalistas e não dão grande qualificação profissional. Daqui para a frente, considera que ter o 1º ciclo do ensino superior será essencial para conseguir um bom emprego. Depois, quem quiser especialização, deverá seguir para o mestrado.
Cursos feitos em regime de alterância em que o aluno dividia o seu tempoentre a escola e a empresa, nomeadamente em Engenharia, Economia e Gestão. Esta é uma das ideias para o ensino superior português defendidas pelo ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro, que traria uma maior ligação das universidades ao mundo empresarial.
Qual é a sua opinião sobre o sistema de ensino superior português actual?
Acho que se está a adaptar muito bem a Bolonha. Mas há algumas coisas importantes a fazer na estrutura da carreira docente. É preciso aproveitar melhor os jovens doutorados, que hoje não encontram uma colocação fácil no ensino superior. Há um excesso de doutorados em Lisboa e no Porto. É preciso distribuir melhor pelas universidades e politécnicos do interior essa mão-de-obra altamente qualificada. É preciso, também, estreitar a ligação com as empresas, a nível de investigação universitária. Temos um problema de opacidade entre a formação avançada e as empresas.
O que se pode fazer para melhorar todos esses aspectos que referiu?
Os cursos de ensino superior ligados às Engenharias, Gestão e Economia têm de ser feitos em regime ‘sandwich', em regime de alternância. O estudante deveria dividir o seu tempo entre a empresa e a universidade. Poderia haver incentivos para as empresas que recrutem jovens doutores. Deveria elevar-se o capital de risco porque temos, em Portugal, um capital de risco muito conservador e com muito medo de ideias novas. Devia haver gabinetes de consultoria para ajudar os jovens com boas ideias a transformá-las em bons projectos de negócio. Os americanos têm o ‘adventure capital', o capital de aventura, que aceita arriscar em novas aventuras e que prevê novos projectos de pessoas novas que tenham ideias.
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