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Pimco

"A Grécia está insolvente"

Pedro Latoeiro  
06/09/10 17:00

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1 leitores

Andrew Bosomworth, da Pimco, uma das maiores gestoras de activos mundiais, não tem dúvidas: "a Grécia está insolvente".

Numa entrevista telefónica à Bloomberg, Bosomworth, que tem nas mãos o maior fundo de obrigações do mundo, afirmou que a Grécia não tem como pagar o que deve e corre o sério risco de entrar em incumprimento logo que termine a ajuda conjunta de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Vejo um risco substancial da Grécia entrar eventualmente em incumprimento ou ter de reestruturar a sua dívida", declarou o perito, projectando dois cenários até agora descartados pelas autoridades.

Na melhor das hipóteses, calcula Bosomworth, o rácio dívida pública/PIB vai engordar para 150%, o que se tornará ainda mais incomportável a manterem-se as actuais ‘yields'. Nesta altura, o prémio exigido pelos investidores para comprarem dívida pública grega em vez da alemã na mesma maturidade está em 902 pontos base.

No mesmo depoimento, Andrew Bosomworth avisa que há outros países no sul europeu que poderão sofrer por contágio, nomeadamente se os juros se mantiverem onde estão. "Até descobrirmos uma forma de conter este risco de contágio é demasiado arriscado estar exposto a esses países", explicou.

 

 

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Comentários (121)

LemospoorrerA , Havana | 21/05/11 18:30
delet plz...


Portalegrense , Portalegrense | 07/09/10 14:22
Olá Bruno
Ontem ainda lhe respondi, mas não sei porque razão, o comentário desapareceu.
Mas vou por-lhe uma questão, acha possível criar mais emprego, quando neste momento Portugal deixou de produzir praticamente tudo? O nosso sector primário, onde anda? Ainda existe? O Bruno sabe perfeitamente que é a base de sustenção económica e desenvolvimento de um pais... Nós estamos dependentes de tudo, matérias primas e até a própria alimentação...
As Agro-Industrias, poderiam dar tanto tanto trabalho a muita gente e inclusivamente a quadros médios e superiores. Com outras vantangens, havia muita gente a regressar às origens, resolvia-se o problema da desertificação do interior, os problemas socias nas grandes zonas metropolitanas, o abandono do mundo rural e de certeza que haveria menos incêndios...
Enquanto, não corrigirem muitas situações, nunca mais haverá crescimento, riqueza e a diminuição do desemprego...
Porque razão acabaram com os Cursos Técnicos das Escolas Industriais e Comerciais?????
Outro erro... Não ninguém que saiba fazer, que saiba executar...


Só lhe quero pôr uma última questão, acredita nas estatisticas o INE? Olhe, eu não!!!!


Bruno , Lisboa | 07/09/10 13:30
Olá Domador da Fera Morta,

Concordo com aquilo que você escreve.

Quero só notar, que os valores que eu tenho, dovergem dos seus. O que eu tenho, são:
600.000 Trabalhadores do Estado [pouco mais de 11% de todos os trabalhadores] [mas aqui, acho que é porque não conto com os trabalhadores de empresas estatais como a TAP]
1.800.000 Reformados. Metade do seu valor.

O meus números vem do relatório de "estatística do emprego" do INE.

Quanto a questões como o TGV, não me pronuncio se é um bom investimento ou não, mas devo acrescentar que nestes tipos de investimentos o emprego indirecto é muito maior que o direto.


Portalegrense , Portalegrense | 06/09/10 23:48
Amigo Cavaco
Está enganado, felizmente tenho sempre dado o exemplo de humildade e coerência com luta da vida. Nunca fui de oferecer facilidades, não quer dizer que seja, rispido, mas acima de tudo sempre impus respeito, humildade e no topo da pirâmide, não ser egoista... Felizmente!
Nunca ouviu dizer que de "pequenino é que se torce o pepino"?


António José , cb | 06/09/10 23:33
E Portugal é um desses países do sul da Europa. Não é dificil adivinhar.


Bruno , Lisboa | 06/09/10 23:32
oi,

A dívida é sempre em % do PIB. Desta forma, se o estado cortar em 10% as despesas e o PIB contrair 3% a nossa situação piora.

O estado é pouco mais de 25% da economia, portanto reduzir a despesa sem diminuir o PIB será difícil. Uma redução de 10% afecta 2,5% do PIB.


oi , | 06/09/10 23:18
bruno a divida tem crescer logo não e sustentavel nos ate 10% de juros podemos pagar desde que divida cresça sempre mais quando nossa divida não crescer falencia crise real


Gonçalo , | 06/09/10 23:13
A divida de Portugal não é externa.... É ETERNA!!!

Por acaso disse Grécia, mas virá o dia em que dirá Portugal.


cien , | 06/09/10 23:09
a nossa divida aumenta sem parar estado gasta farturas mesmo assim desemprego superior 10% isto de gastar por gastar sem criar riquesa não resulta. o estado tem mais 3 milhoes a mamar dele e 1 milhão a trabalhar criar riquesa no tempo vacas gordas ja era dificil quanto mais agora com estado pedir cada vez mais isto rebento agora foram erros durante mais 15 anos governo consumo familias


Bruno , Lisboa | 06/09/10 23:00
Olá Portalegrense,

Concordo em 100% que deve ser reduzido os desperdícios e ineficiencias do estado.

Aquilo que argumento, é que é mais importante ao Estado diminuir o desemprego que a despesa. Se de alguma forma milagrosa o estado conseguir reduzir a despesa e o desemprego ao mesmo tempo, ótimo. Mas sejamos realistas, isto não irá acontecer, porque ambos normalmente são opostos.

É mais impotante diminuir o desemprego que a despesa, porque, a dívida paga-se, quer sejamos nós, ou os nossos filhos. Agora aquilo que perdemos com o desemprego [que é uma dívida, mas invisível (ausencia de rendimento é uma forma de pagamento) ] nos NUNCA conseguimos recuperar. Aquilo que os nossos 10% de desempregados não produzem, nunca mais será recuperado.
Isto é, enquanto for possível ao estador obter financiamento a valores razoaveis. 100% de dívida do PIB a 5% de juros, não é sustentável, mas 150% a 2% já é...

Agora, que o estado pode gastar melhor o dinheiro público, pode. Mas com os meus humildes conhecimentos sobre como é feito esse tipo de reformas no nosso estado, isso demoraria demasiado tempo. Mas posso estar enganado.



Cavaco , | 06/09/10 22:56
Caro Portalegrense

Estamos num mundo de espertos é isso que tem de transmitir ao seu filho para ele um dia se orientar assim não vai longe com as poupanças do papá, os tempos mudam depressa, por mais que lhe deixe o que lhe transmitir é que vai ser a herança que le vai ter um dia, pode ter a certeza ir jantar montado num bom carro ele vai abrir a pestana ainda mais se for com uma cavalona a passar a mão no material, vá por mim, abraço companheiro


Atiçado , | 06/09/10 22:52
A solução para a crise em Portugal é muito simples:
Junta-se bem juntinha a corja de apátridas que governa Portugal nos últimos 36 anos; rega-se com bastante combustível inflamável e pega-se-lhes fogo.
Enquanto se contempla o espectáculo, aproveita-se para ir às lojas maçónicas e outros antros de sociedades mais ou menos secretas e desventra-se quem por lá se encontrar.
Depois disto pode começar a Reconstrução de Portugal.
Simples!


Portalegrense , Portalegre | 06/09/10 22:52
Cavaco
Está enganado, porque eu não permitiria isso, e explico-lhe porquê, hoje para se obter um empréstimo, para além de várias garantias, é preciso um fiador... Eu poderei ser fiador, mas nunca para o luxo, ISSO LHE GARANTO EU.


Portalegrense , Portalegre | 06/09/10 22:49
Olá Bruno

Cortar na despesa, não é fazer um corte cego, nada disso, continuo a afirmar que há muito desperdício e há muito boa gente que está a usufruir de subsidios e rendimentos e nunca descontou um cêntávo, agora cêntimos para a Segurança Social ou através do Ministério das Finanças, IRS e IRC. E depois cortam aos que trabalharam e descontaram uma vida inteira? Naturalmente não descontaram o suficiente, mas quem nunca tenha descontado absolutamente nada e só vive de "matrafices"...
O Senhor está de acordo que essas despesas não sejam revistas e analisadas ao pormenor? Acha que se continue a adjudicar obras Municipais a empresas de obras públicas e as Câmaras estão carregados de técnicos e trabalhadores para poderem exectutá-las? Afinal qual é a sua função, esperar pelo salário ao fim do mês? Por favor, sejamos ao menos coerentes...


fsilva , Lisboa | 06/09/10 22:48
Se fosse só a Grécia, Portugal para lá caminha a passos largos, enquanto tivermos no poder esta rapaziada, estamos bem, hoje é azul claro amanhã é azul escuro. Comecem por vender o Terreiro do Paço, não fazem falta nenhuma, só para gastar umas latas de tinta amarela e umas pedras dos lados de Torres Novas. Já me esquecia vendam também a Rua do Comércio e a Praça do Municipio e assim ficamos com o balanço mais equilibrado. Para sacar mais uns cobres vendam o mobiliário da Sala dos Governadores. Caso não consigam vender o imobilizado humanocorpóreo coloquem a maior parte num barco furado no alto mar.


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