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Mira Amaral

"A Função Pública tem um patrão falido"

Rita Paz  
21/10/11 10:45

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Mira Amaral diz que estamos a viver um "período de emergência" e que não vale a pena discutir se este Orçamento podia ou não ser melhor.

À margem do 4º Congresso Nacional dos Economistas, o presidente do Banco BIC afirma que nesta altura "não vale a pena discutir se o Orçamento do Estado podia ou não ser melhor".

"Não vejo outra alternativa", afirma o responsável, para quem questionar o Orçamento "era pôr em causa o acordo com a troika" e se isso acontecesse "cortavam o financiamento à economia portuguesa".

Resultado?: "Amanhã não tínhamos dinheiro para a alimentação, energia ou medicamentos. A situação é perfeitamente dramática neste aspecto, perdemos neste momento a nossa soberania económica e estamos dependentes do financiamento que a troika nos faça", lamenta.

Na mesma intervenção, Mira Amaral considera que "o Governo não é perfeito mas neste momento não havia alternativa [a este Orçamento] face ao objectivo das finanças públicas que o pais tem. Temos de dar o beneficio da duvida ao Governo que só lá está há 3 meses", frisa o responsável.

Sobre as declarações de Cavaco, no sentido de ser injusto o corte dos subsídios só para a Função Pública, o Presidente do BIC diz: "Não concordo com o que disse o presidente porque neste momento dramático do país todos os órgãos de soberania têm que remar no mesmo sentido"

E explica o porquê da sua critica: "A Função Pública não se pode esquecer que neste momento tem um patrão falido e têm de perceber que já não é nada mau terem o seu emprego. Felizmente que existe a troika senão não havia dinheiro", sublinha.

Para o responsável, "este é um período de emergência, tem de ser assim, não me passa pela cabeça que o Governo não esteja de boa fé", no entanto, adianta, os funcionários públicos devem perguntar ao Governo o que vai ser feito para reformar a Administração Pública "porque também não se pode gerir um órgão como a Função Pública mantendo duradouramente o congelamento das carreiras, dos salários e a não atribuição de subsídios", conclui.

 

 





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