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Apesar dos prejuízos, José de Matos considera que os números não abalam a confiança dos clientes banco.
Na sua primeira conferência de imprensa de apresentação de resultados, José de Matos salientou que a CGD vai focar-se na sua actividade bancária. E apesar de não querer divulgar muitos detalhes sobre a venda das participações que o banco detém, o presidente executivo da CGD afirmou que a carteira de participações "corresponde a uma função accionista do Estado que está em vias de ser alterada".
É a primeira vez que apresenta publicamente os resultados da CGD, não lamenta que o grupo tenha pela primeira vez prejuízos?
Evidentemente que não temos orgulho em comunicar estes prejuízos [488,4 milhões de euros]. Mas devem-se a factores temporários e excepcionais. Os resultados são verdadeiramente positivos na parte operacional, só as imparidades [de crédito e de títulos] esmagaram a maior parte dos resultados positivos da actividade recorrente. Por outro lado, ao termos limpado o balanço, o banco está agora mais preparado para enfrentar os desafios que se lhe colocam. Estes prejuízos - os primeiros na história do banco - são irrelevantes do ponto de vista da confiança que os depositantes devem ter na CGD.
A CGD registou em 2011 um custo (imparidades) de 349 milhões de euros com a desvalorização em bolsa nas participações na PT, BCP, Brisa e Zon. O banco não tenciona livrar-se destas acções?
O banco vai cumprir as exigência de troika e focar-se estritamente na actividade bancária. A CGD vai ser um banco sem actividade não bancária. O que está no programa da troika é para cumprir porque está no programa, mas não só por isso. A CGD tem muita actividade dispersa e a sua carteira de participações corresponde a uma função accionista do Estado que está em vias de ser alterada. Mas não posso divulgar o plano detalhado da venda das participações. Venderemos quando as condições para a venda [de mercado] se verificarem. As decisões são tomadas sempre tendo em conta os superiores interesses patrimoniais da casa.
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