Não é apenas 2011 que se apresenta carregado de nuvens. Os seguintes vão reclamar também apertos de cinto.
Depois da aprovação do Orçamento do Estado, esta prometia ser uma semana preenchida só com negócios da China, perante o optimismo e a esperança que rodeavam a visita do seu presidente a Lisboa.
A subida das taxas da dívida portuguesa e o descontentamento social de que a manifestação da Função Pública foi exemplo mobilizador insistiram, teimosamente, em lembrar que Portugal vai ter ainda de enfrentar muito tempo de agruras antes de conseguir por-se de pé.
1. Pelo menos cem mil pessoas desceram a Avenida da Liberdade, no sábado passado, em clara expressão de discordância com as medidas de austeridade que o Orçamento do Estado prescreve para 2011. Sobre os funcionários públicos incide grande fatia dos esforços que o Estado se propõe fazer para por em ordem as finanças do País.
Os seus protestos devem ser encarados com a naturalidade inerente a quem se sente injustiçado perante a avalanche de medidas contraccionistas que lhe cai em cima. A propaganda política tem, de facto, passado a mensagem de que grande parte dos males de Portugal assenta na sua existência e falta de produtividade. Não é mentira que o Estado português, tendo-se tornado esmagador em termos de presença e domínio sobre todos os mecanismos da sociedade, engordou de forma descomunal, abrigando uma vastíssima legião de gente na sua folha de pagamentos.
Com o advento da democracia, o peso do Estado, em vez de encolher, aumentou morbidamente, com o clientelismo partidário a espalhar-se, como tentáculos, ocupando lugares e posições, no plano nacional, regional e autárquico, sem falar nas múltiplas instituições, públicas ou para-públicas, que, entretanto, floresceram sob os mais variados e criativos argumentos.
- Nota: Leia a crónica completa na edição impressa do Diário Económico. José Eduardo Moniz escreve sempre às terças-feiras.
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annick dit :On se fiche de qui????? pourquoi insietsr, pourquoi faire dire ce qui n'a pas e9te9 dit. D'habitude on a toujours une bonne photo, car il y a toujours LE JOURNALISTE pour prendre la bonne photo ou le bon enregistrementMais c'est sur que les ministres sont sur le dents au moindre mot ils re9agissent si ils e9taient si sereins je pense qu'ils n'auraient pas cette attitude, de plus ils ont encore du temps dans leurs emplois du temps pour venir de9fendre celui qui a e9te9 si aimable au salon de l'agriculture, il a dit quoi de9je0 e0 un frane7ais? casse-toi pauvre con?????? ben e7a e7a a e9te9 filme9 .il y a une preuve.