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José de Matos recusou-se a revelar se vai aceitar ou não o prorrogamento da call option que Manuel Fino tenciona pedir à CGD.
O presidente executivo da CGD escudou-se no sigilo bancário inerente à relação com cliente. No entanto, quando questionado se vai manter o acordo que tem com a Votorantim e que tem a duração até 2020, na Cimpor, José de Matos foi peremptório: "A CGD quando tem acordos cumpre-os".
Numa clara alusão à manutenção desse acordo parassocial com os brasileiros. No entanto não deixou de referir que sempre que os contratos desses acordos prevêem a revisão, não está afastada uma negociação. De qualquer maneira José de Matos, sem querer assumir declaradamente que não iria aceitar qualquer prorrogação do prazo para Manuel Fino exercer o direito de recompra das acções da Cimpor dadas à CGD para pagar um empréstimo para a compra de acções, disse que "a orientação da gestão é para defender os superiores interesses da CGD". Manuel Fino, segundo o Negócios, argumentou com o interesse nacional, para pedir a prorrogação do prazo para recomprar os 9,6% da Cimpor. Manuel Fino tem ainda 10% da Cimpor.
Em 2010, a Caixa Geral de Depósitos fechou um acordo parassocial com a Votorantim, depois desta ter comprado a participação na Cimpor aos franceses da Lafarge, comprometendo-se os dois accionistas a não ultrapassarem 30% dos direitos de voto na cimenteira, não podendo, mesmo nos casos excepcionais previstos no contrato, ir para além dos 32%.
"Na sequência da aquisição pela Votorantim Cimentos de uma participação no capital social representativa de 17,5% dos direitos de voto na Cimpor - Cimentos de Portugal, a Caixa Geral de Depósitos decidiu subscrever um acordo parassocial com a Votorantim com vista à concertação das respectivas posições enquanto accionistas de relevo", revela o comunicado da altura. O mesmo determina que a CGD e a Votorantim comprometem-se a manter as acções da Cimpor alvo deste acordo "sem prejuízo dos compromissos a que a CGD se encontra actualmente vinculada, e admitindo-se uma estabilização no longo prazo da participação de ambas as partes acima de um mínimo de 22,5% dos direitos de voto".
Isto é se Manuel Fino exercesse a call option, a CGD teria de ir ao mercado comprar as acções da Cimpor previstas no acordo (64 milhões de acções correspondente a 9,6%).
Os compromissos das Partes são os de conceder à outra um direito de primeira opção de compra em caso de alienação das suas acções para terceiros.
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