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Henri Bruxelles está à frente da Danone Portugal há cerca de um ano e meio.
Num português com sotaque do Brasil, o gestor francês garante que a operação no País não vai perder autonomia, nem será alvo de integração na estrutura de Espanha.
Há hipótese de a operação da Danone em Portugal perder autonomia para Espanha?
A Danone quer manter a operação totalmente portuguesa, apostando na produção portuguesa e num modelo de negócio forte. O grupo Danone aposta em Portugal por várias razões. É onde temos o laboratório piloto que trabalha para o grupo, além de termos uma fábrica em Castelo Branco que é uma unidade muito eficiente, na qual investimos, nos últimos cinco anos, mais de dez milhões de euros na modernização e inovação. A Danone aposta na operação nacional desde 1989 e vai continuar a apostar.
Na prática em que se traduz essa aposta?
Estamos a reforçar a aposta na produção nacional e no facto de ser português. Fabricamos a maioria dos produtos em Castelo Branco, pelo que hoje 75% dos produtos vendidos em Portugal são produzidos nesta fábrica, além de serem feitos com leite fresco nacional. Para os 1,2 milhões de iogurtes que fazemos em Castelo Branco contamos com 20 produtores que trabalham em exclusivo com a Danone, que nos fornecer 130 mil litros de leite por dia.
Além do leite, têm outros fornecedores portugueses?
Temos uma taxa de incorporação nacional de 74%, para a qual contamos com o açúcar, as embalagens, a lâmina de plástico de fornecedores portugueses. Por exemplo, a embalagem do ‘Smoothie' foi desenvolvida em conjunto com a Logoplaste. E o fornecedor das lâminas de plástico já está a exportar para outras empresas do grupo Danone.
O ministro da Economia visitou há poucas semanas a fábrica de Castelo Branco. Nesta fase, quais as medidas do Governo que ajudariam a operação portuguesa?
O Governo português está a adoptar medidas que estão a ajudar o tecido empresarial em Portugal. No futuro, os pontos importantes são o apoio às exportações, o apoio em termos de investimento e tudo o que o Governo possa dar para fazer Portugal mais competitivo, logo para as empresas poderem estar mais competitivas em termos de exportações. Além de ajudar a manter o equilíbrio entre as marcas de fabricante e de distribuição, sendo que neste ponto já estão medidas a caminho.
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