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O vulcão islandês Eyjafjallajoekull provocou o caos no espaço aéreo europeu.
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Depois de quatro dias de paralisação, 50% dos voos previstos para hoje pode realizar-se, com a reabertura de vários espaços aéreos.
Esta indicação foi dada ontem pelo comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas.
"Não podemos esperar até que as nuvens de cinzas simplesmente desapareçam", afirmou Siim Kallas, para quem a actual situação é insustentável. É que desde a passada quarta-feira, quando o vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, entrou em erupção, provocando uma enorme nuvem de cinzas vulcânicas na atmosfera, a maior parte do espaço aéreo europeu encontra-se encerrada.
O encerramento de praticamente todo o espaço aéreo do Centro e Norte da Europa desde a passada quarta-feira afectou cerca de 6,8 milhões de passageiros e causou avultados prejuízos às companhias aéreas. Segundo as contas da Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA), as empresas aéreas perderam cerca de 150 milhões de euros por dia. Um impacto financeiro superior ao que foi causado pelos atentados do 11 de Setembro.
O editor de economia da BBC News, Robert Peston, afirmou ontem que se não retomarem em breve a sua actividade, as companhias aéreas podem enfrentar um "grande desastre económico", tendo em conta o cenário de dificuldades financeiras que já existia antes do caos provocado pela erupção do vulcão na Islândia.
Ontem, todos os aeroportos espanhóis que foram encerrados reabriram nesse dia. O mesmo aconteceu com alguns aeroportos em França e na Alemanha.
Fartas de esperar pelo desparecimento da nuvem de cinzas vulcânicas, a Lufthansa, a KLM e a Air France fizeram este domingo voos de testes com aviões sem passageiros e concluíram que é seguro voar a baixa altitude.
Perante os resultados dos testes, algumas companhias aéreas estão a questionar as decisões das autoridades oficiais, referindo mesmo um possível exagero nas restrições impostas.
A Associação Europeia de Companhias Aéreas (AEA), que integra 36 transportadoras, pediu ontem "reavaliação imediata" das restrições impostas ao tráfego aéreo na Europa, que consideram de excessivas. Um pedido que contou com o apoio da associação que representa a maioria dos aeroportos do espaço europeu, a ACI Europe.
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