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Estudo da OCDE revela que a taxa de retenção tem um peso de 12% no orçamento escolar.
Em Portugal, um em cada três alunos (35%) chumba pelo menos uma vez até aos 15 anos. Uma taxa de retenção que tem um custo directo para o Estado e que pesa mais de 12% no orçamento das escolas. Segundo o estudo da OCDE "Equidade e Qualidade em Educação - Apoiar estudantes e escolas desfavorecidas", divulgado ontem, Portugal é o sexto país com maior percentagem de retenção de alunos entre os 40 analisados no relatório. Uma posição que coloca o país muito abaixo da média da OCDE, onde apenas 13% de alunos com esta idade chumbam pelo menos uma vez.
Estes são resultados que traduzem um "custo elevadíssimo para as escolas e para o contribuinte português", considera o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro, que acrescenta ainda que é, sobretudo, "um grande ónus pessoal para os jovens atingidos em idade formativa da identidade e da personalidade no sentido de uma baixa auto-estima, perda de confiança e destruição de sonho ou ambição".
O relatório da OCDE revela ainda que "na Bélgica, Holanda, Portugal e Espanha, os custos directos da repetição do ano consomem mais de 8% do gasto anual da educação primária e secundária. Além disso, uma vez que os estudantes que repetem um ano são mais propensos a comportamentos de risco ou de abandono escolar, a repetição aumenta os gastos noutros serviços sociais".
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