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Educação

30 mil professores que recusaram avaliação não vão progredir na carreira

Márcia Galrão e Pedro Quedas  
11/11/09 00:05

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1 leitores

Governo na expectativa que cerca de 100 mil professores concluam avaliação.

Os professores que recusaram ser avaliados segundo o modelo actualmente em vigor vão ser penalizados, garantiu o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, no programa Prós e Contras da RTP. Segundo o governante, "os docentes que não se submeteram à avaliação terão a consequência em termos de progressão da carreira, que decorre desse incumprimento da lei". Fora da avaliação estão, neste momento, 30 mil professores.

Para quem recusou ser avaliado a pena pode ir desde a não progressão na carreira até à própria demissão do cargo. Caso a falha na avaliação tenha sido causada pelo facto da escola não ter terminado o processo a tempo, será o dirigente desse estabelecimento de ensino a sofrer as consequências. Recorde-se que muitos professores não cumpriram, logo no início do processo, um pequeno passo burocrático que era opcional: a entrega de objectivos pessoais de avaliação. O que provocou um atraso em todo o processo, que pode agora significar que não irão terminar a avaliação a tempo. Nestes casos, a ministra da Educação, Isabel Alçada, não esclareceu se também estes docentes serão avaliados.

 





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Comentários (9)

CCCP, Barcelos | 12/11/09 16:37
A minha opinião é que A CLASSE DOCENTE DEVERIA SER REMETIDA A SALÁRIO COMUM, e que acho que vocês levaram pouco na cabeça !! Vós esquecem-se que o vosso salário é uma 'vergonha nacional', são a classe docente mais bem paga, e Portugal dos países que mais ‘torra dinheiro’ na Educação (FASES - reforma Cavaco Silva) e dos que pior resultados tem na UE, não basta ter direitos (dinheiro) também têm deveres (qualidade de ensino - não afirmo de baixas notas mas da avaliação equitativa dos estudantes sem diferenciação do estatuto socioeconómico dos mesmos) e devem ser avaliados por isso, essa ideia que querem passar 'que querem uma avaliação não esta' é vaga e não passa de uma jogada elitista, justiciosa e populista para ganhar tempo, sabendo vós que isso durará meses senão anos compelindo os vossos direitos com os deveres dos estudantes numa tentativa infantil de denegrir a Escola Pública e mesmo destruí-la e reforçar a saída dos externatos com ataques frequente aos estudantes desde a criação da 'democracia' e por isso escrevo aqui o MANIFESTO DO ESTUDANTE DO SECUNDÁRIO e rebelo-me CONTRA estas medidas: 1) sucessivas tentativas de ataque aos trabalhadores e filhos dos trabalhadores estudantes com benefício da classe burguesa e dos filhos dos burgueses; 2) o alinhamento com os sindicatos quando vos interessa, sendo os sindicatos as verdadeiras forças na luta e as mais lesadas e traídas por alguns senhores professores; 3) o distanciamento entre o exercer da profissão docente com este clima de guerra na escola, na qual, querem pôr os órgãos representativos uns contra os outros, professores contra estudantes, estudantes contra professores, funcionários contra estudantes dentro da comunidade educativa; 4) a asfixia democrática dos direitos dos estudantes e a limitação da participação dos estudantes, bem como Associações de Estudantes em actividades que têm em conta os direitos e interesses de todos os estudantes e não de alguns, em detrimento do reforço dos poderes da direcção (ex-conselho executivo) desde o 25 de Abril até aos dias de hoje; 4) os processos disciplinares e suspensões disciplinares que ao longo destes 30 anos ‘democráticos’ fizeram o que queriam quando queriam a quem queriam porque queriam, em caso de culpabilização e até de coisificação da Escola Pública a qualquer acto de estudantes, sem recurso a testemunhas ou então a testemunhas forjadas baratas manipuladas pelo ex-conselho executivo e agora mudou de nome ‘Direcção da Escola’ ao seu bom proveito, os pais dos alunos que viriam a ser suspensos nunca saberiam exactamente o que se tratava, apenas saberem pela direcção depois de a decisão de suspensão estar tomada, isto no secundário porque no básico recorre-se à tortura na caça da informação; 5) a divisão dos professores à ordem de alinhamento com a direcção, os professores justos verdadeiros e equitativos têm medo da justiça, da verdade e da equidade pela pressão desenfreada do mau professor que o obriga a ceder a certos princípios tendo em conta o seu interesse, nomeadamente económico e político; 6) a expropriação dos bens e dos orçamentos das Associações de Estudantes ao bom prazer do director.
Portugal é dos povos mais mal educados da EU e mais pobres também é por culpa vossa que ao longo dos anos foram enchendo os cofres com dinheiro do sangue do trabalho do povo pelos vossos tiques de classe alta em detrimento do que é importante, os fracassos que Portugal atravessa tem a ver com o vosso ensino visto que a classe docente é responsável pela degradação desta republica e democracia, uma sociedade que não sabe o que lê é uma sociedade fácil de enganar, que tal começarem a ensinar e a lutar pelo futuro dos estudantes em vez de darem o saque ao povo? O futuro dos estudantes é o vosso futuro também para além dos professores é o futuro de Portugal.



AM, | 11/11/09 17:25
Caro JOLOM, já todos vimos que o Sócrates não é como o Guterres...


Africano, | 11/11/09 15:30
Com o problema das cotas na avaliação dos professores parece que que a questão fundamental não foi a melhoria do ensino mas apenas a questão económica. Seja qual for a medida que for tomada, o ensino piorou e vai piorar mais ainda. O ambiente nas escolas vai-se deteriorar ainda mais. Os professores estão divididos e frustados.Quem vai pagar são os alunos que vão passar todos administrativamente. O comportamento dos professores faltosos ou que se demitem de dar as aulas (não explicação das matérias ainda que cumpram os horários) é passar os alunos. Para chumbar os alunos teriam que elaborar relatórios e relatórios a justificar tal facto. E os professores cumpridores também têm que os passar administrativamente, senão não são promovidos e teriaqm mais trabalho com os ditos relatórios. O ensino bateu no fundo.


sofia, | 11/11/09 10:20
Eu conclui a avaliação. Tive muito bom e trabalhei imenso para isso, por isso não me parece justo que isto fique tudo em águas de bacalhau. Acho que deve haver penalizações porque não é justo haver professores que dão o litro pela escola durante todo o ano e outros que nem amor á profissão têm.
O que eu sou contra é pela divisão da carreira em 2 escalões e haver cotas.
Tenho 3 professores na escola que tiveram excelente e a nota só pode ser atribuída a 2 por causa das cotas.


JOLOM, Lisboa | 11/11/09 10:16
Primeiro a declaração de interesses. Sou PS e adepto da autoridade do Estado, isto é, no momento, sou pró Sócrates.
É óbvio que foram cometidos demasiados erros em todo este processo. Não consigo avaliar se os erros foram tantos que só resta ao governo recuar até que volte tudo à estaca zero, isto é zero de avaliações, ou então os erros não foram tantos e ainda é possível salvar os dedos. Não sei se esta ministra da educação é a pessoa indicada para a tarefa. Mas o que eu sei é que, a par da justiça já completamente desacreditada, ficará o governo encostado à parede se os professores ganharem, isto é zero de avaliações. A diferença entra a ditadura e a democracia é naquela as leis impõe-se e nesta as leis podem-se negociar.
Advoguei em tempos que, em determinadas situações, o governo deveria provocar eleições antecipadas, mesmo correndo o risco de as perder. Não se pode andar sempre a perder a face.
Só espero que José Sócrates, no limite não seja como o Guterres. Já todos sabemos o que aconteceu...


maumau, | 11/11/09 09:49
Era bom que o Governo não se deixe desautorizar neste assunto. Tem sido uma vergonha o comportamento dos sindicatos, que não têm o minimo respeito pela educação dos nossos filhos. Quem tem filhos no ensino público sabe que há excelentes profissionais, mas também há professores que envergonham a classe. É preciso separar o trigo do joio, para que não passe a haver uma escola boa para os ricos (particular) e uma escola má para os pobres (pública).


luis, | 11/11/09 09:10
É óbvio que quem recusou ser avaliado tem que arcar com as consequências,não podemos viver num país onde existe uma classe que se sente no direito de deliberadamente desrespeitar as regras impostas e depois ficar impune.Os professores ao contrário do que muitos deles pensam trabalham para o país e não o contrário.Os que não estão contentes podem demitir-se e procurar trabalho em outro lado.Não deixam saudades.


LOPES CARLOS, Bélgica | 11/11/09 08:34
1. Será JUSTO avaliar por igual QUEM elaborou os seus OBJECTIVOS, quem viu as suas AULAS OBSERVADAS e quem não elaborou quaisquer objectivos nem autorizou que as suas AULAS fossem OBSERVADAS ?
2. Lembram-se do modo como a PASSAGEM AO OITAVO ESCALÃO se processou ? Uns trabalharam no duro com detalhada elaboração dum CV e tiveram de se submeter a um JURI . Outros, mais tarde, conseguiram tudo automaticamente. Que justiça relativa é esta ?
3. Se o ME, em negociações bilaterais com os Sindicatos, deixar cair a Categoria dos Professores Titulares, então quem defende OS DIREITOS ADQUIRIDOS DOS PROFESSORES TITULARES que se submeteram às Condições Legais exigidas ? Como é ? Vale tudo ?
4. Muito gostava que um OBSERVATORIO INDEPENDENTE avaliasse as EScolas, uma a uma, para ver como as Comissões Executivas se comportaram de facto no dia a dia das Escolas. A realidade , o vecu, das nossa ERscolas não é aquele que os media vendem aos Portugueses. Separemos ruido e sombras da realidade, do quotidiano.
5. Para mim, a Avaliação dos Professores ( Util, Necessária e que Todos aceitam) não é grande QUESTÃO. A grande questão é a análise das competencias e ferramentas dadas aos alunos do nosso Ensino COMPARADAS com as competencias necessarias no Mercado Laboral Europeu em 2015/2020 e que já estão pubicamente disponiveis na Internet. É esse acervo de competencias que vai definir a real EMPREGABILIDADE dos nossos Jovens.


vg, | 11/11/09 00:07
Bem,parece que tudo isso está "em aberto"..


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