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Poupança

10 dicas para poupar nos seus seguros

Catarina Melo  
19/05/10 00:05

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1 leitores

O cuidado na escolha dos produtos permite poupar mais de mil euros no prémio anual dos seguros.

Automóvel, casa, vida, saúde. Estes são apenas alguns dos seguros mais comuns que a maior parte das famílias portuguesas possui. Já alguma vez fez as contas a quanto gasta por ano com os seus seguros? Provavelmente, milhares de euros do seu orçamento anual são despendidos com este tipo de produtos.

Se alguns são obrigatórios por lei, como é o caso do seguro automóvel e de incêndio, muitos outros são exigidos, por exemplo, aquando da aquisição de casa (seguro multiriscos habitação e seguro de vida) ou mesmo subscritos apenas porque lhe foram "impingidos" pelo seu banco ou seguradora.

O segredo para poupar nos seguros não passa necessariamente por eliminá-los da sua lista de despesas, mas sim por saber como cortar nos prémios que paga e no supérfluo. Segundo Mónica Dias, especialista em seguros da Deco, um dos maiores erros que as pessoas cometem na contratação de seguros "é não fazerem uma prospecção de mercado e uma análise criteriosa e exaustiva antes de contratar os seguros". É que, de acordo com a especialista, "as diferenças de prémios são gritantes". Por exemplo, na última edição da Dinheiro & Direitos, a Deco fez uma análise aos seguros automóvel onde concluiu que a escolha acertada do seguro permite poupar mais de mil euros no prémio anual.

O Diário Económico deixa-lhe aqui dez dicas para conseguir cortar com as suas despesas com seguros.

1 - Avalie as suas necessidades e pesquise
Para Mónica Dias, especialista em seguros da Deco, um dos principais erros na contratação de seguros é não fazer o chamado "trabalho de casa". Antes de subscrever um produto é importante saber o que pretende e familiarizar-se com expressões como coberturas, exclusões, franquias, períodos de carência, limites de capital, etc. É que o desconhecimento da terminologia pode levar à subscrição de seguros que não são os mais indicados. Segue-se a prospecção do mercado. Nisso a internet poderá ser uma boa ajuda. Sente-se à frente do computador e faça simulações já que muitas seguradoras disponibilizam simuladores nos seus sites. E compare as diferentes propostas.

2 - Evite a duplicação de seguros
Nem sempre as pessoas conhecem todas as coberturas dos seus seguros. Por vezes têm duas apólices que cobrem o mesmo risco, o que normalmente não traz vantagens porque as indemnizações não são cumulativas e os encargos poderiam ser mais baixos. Mónica Dias, dá vários exemplos. Um deles é o seguro de viagem. "Nesse caso não vale a pena a cobertura de assistência em viagem porque esta já existe no seguro automóvel e é possível activá-la mesmo que a pessoa não esteja a viajar de carro". Os seguros de responsabilidade civil familiar são outro exemplo. Antes de subscrever um destes seguros confirme se já não tem um que cubra alguns dos riscos como é o caso do seguro associado ao cartão de crédito ou multiriscos habitação.

3 - Apenas o essencial
Por vezes, as seguradoras tentam "impingir" coberturas que não trazem vantagem ao cliente e só encarecem o prémio final. "Se vai contratar um seguro é importante definir exactamente as coberturas e o capital que quer porque pode estar a gastar dinheiro desnecessariamente", lembra Mónica Dias. Por exemplo, quem tem um carro com valor comercial baixo terá mais vantagens em subscrever um seguro apenas com cobertura de responsabilidade civil obrigatória e assistência em viagem, do que um pacote que abrange danos próprios. Outro caso: para quem viva numa zona de baixo risco sísmico, valerá a pena incluir no seguro multiriscos os fenómenos sísmicos? No Seguro Casa da Império Bonança, por exemplo, a sua inclusão encarece em 53,71 euros o prémio anual.

4 - Pagamento integral
As seguradoras disponibilizam diferentes prazos alternativos para o pagamento do prémio dos seguros: mensal, trimestral, semestral ou anual. Sempre que possível opte pelo pagamento anual, ou seja, por inteiro. É que, embora pagar a prestações seja uma solução mais confortável para o bolso, é simultaneamente menos económica. Por exemplo, um seguro automóvel com cobertura de responsabilidade civil obrigatória e assistência em viagem na Açoreana Seguros em que o prémio anual seja de 208,03 euros, se o cliente optar pelo fraccionamento em 12 meses vai pagar mensalmente 24,57 euros. Ou seja, vai acabar por gastar mais 86,81 euros no prémio final.

5 - Franquias opcionais
Em alguns seguros, não é possível escapar ao pagamento de franquias- montantes (em percentagem do valor seguro) que em situações de sinistros têm de ser suportados pelo cliente- já que são obrigatórias. No entanto, em algumas situações é possível optar ou não pela contratação de uma franquia, bem como escolher diferentes percentagens. Se optar por um limite elevado, terá de pagar uma percentagem mais alta em caso de activação do seguro, mas ao mesmo tempo o prémio anual também é mais baixo. No caso do seguro automóvel com cobertura de danos próprios, segundo Mónica Dias, escolher as franquias mais elevadas permite descontos até 75% nos prémios.

6 - Ligue às low cost
Regra geral, as seguradoras telefónicas e pela internet - como a Ok! Teleseguros, N Seguros, Logo e Seguro Directo- são mais económicas. Segundo Mónica Dias, "a sua estrutura comercial envolve muito menos custos, por isso podem cobrar prémios mais baixos". No último trabalho da Deco sobre seguros automóvel é possível constatar essa realidade. A OK! Teleseguros, com quem a associação tem um protocolo, é a escolha acertada para muitos clientes. No caso de um condutor de risco agravado as poupanças face ao prémio médio para o pacote mais abrangente podem chegar aos 1031 euros por ano no caso em que o veículo segurado é um Volkswagen Golf 2.0 TDi.

7 - Aproveite as promoções
Se é sócio de um clube ou associação, procure saber se têm parcerias com seguradoras. Para além disso, também existem campanhas de descontos nos seguros. Por exemplo, a Logo oferece 10% de desconto na subscrição online do pacote de seguro do imóvel e recheio, bem como oferecem a prestação do primeiro mês no seguro do imóvel ou recheio. Já a Seguro Directo tem uma campanha em que oferece 20 euros em senhas de combustível ao cliente por cada amigo que subscreva um seguro automóvel.

8 - Em pacote é mais barato?
Até há pouco tempo, contratar mais de um seguro na mesma seguradora ou mediador permitia descontos de 20% ou mais no preço do pacote. Contudo isto nem sempre é verdade. Contratar em diferentes companhias pode ser mais compensador porque uma seguradora pode ter preços mais competitivos para um certo seguro mas cobrar mais do que a concorrência noutro tipo de seguro. Mas esteja atento porque existem situações em que comprar em pacote compensa. Por exemplo, através do produto Ok! Família, a junção de todos os seguros automóvel do agregado numa única apólice permite um desconto até 20% no prémio do seguro.

9 - Vá a intermediários de seguros
Procurar um mediador ou corretor de seguros é uma opção que permite poupar algum dinheiro. Segundo Mónica Dias, "à partida vou conseguir descontos maiores porque a passagem dos seguros para os mediadores desonera as seguradoras de uma data de custos, por isso nestes casos, elas podem praticar preços mais baixos na transferência". No último trabalho da Deco sobre seguros automóvel, a associação concluiu que nos mediadores de seguros conseguem-se descontos entre 20% a 25% face à contratação ao balcão das seguradoras. Para além disso, como os mediadores representam várias seguradoras, o leque de alternativas também é maior.

10 - Preste declarações com exactidão
Revelar o máximo de informação possível e não prestar declarações falsas na altura da assinatura do contrato pode evitar dissabores e levar a poupanças futuras. Os seguros de saúde são um exemplo. Segundo Mónica Dias, o ocultar uma doença anterior pode mais tarde resultar na anulação do seguro e na perda dos prémios já pagos. "É que em caso de activação do seguro, a seguradora vai investigar o historial clínico do cliente", lembra. O mesmo se aplica no seguro multiriscos. Para efeitos do seguro é considerado o valor de reconstrução (mão de obra e materiais) do imóvel e não o valor da avaliação. "Isto por vezes pode criar uma situação de sobreseguro, se o valor da avaliação for superior".





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Comentários (23)

Plinio Roberto , *****://*****dicasdeseguros.com/ | 07/11/11 18:26
Simplesmente perfeita essas dicas de seguros!!


Joao Brites, Lisboa | 20/05/10 09:38
Claramente este artigo está a ser seguido por vários especialistas de seguros, que têm opiniões profundamente diferentes da DECO. Seria possível que estes leitores detalhassem as incorrecções do artigo de uma forma mais assertiva e objectiva? Os comentários feitos até agora são pouco úteis dada a sua generalidade. Seria uma grande ajuda para todos os leigos na matéria como eu. Por exemplo, é falso que a duplicação de cobertura em múltiplos seguros deve ser evitada? Obrigado.


Francisco Jorge, Lisboa | 19/05/10 13:11
Fico bastante satisfeito com os comentários dos leitores sobre este TEMA "Seguros" . Felizmente os leitores já perceberam o caminho da DECO.
A Deco devia também falar sobre o aberrante Protocolo de PPR que efectuaram com uma Financeira que de transparente nada tem.


CSoares, Lisboa | 19/05/10 12:43
MY DOOD...Exma.Senhora Monica Dias, especialista em seguros da Deco, um dos maiores erros que cometi nestes últimos tempos, foi ter perdido do meu precioso tempo, para ler seu artigo, desprovido de qualquer conhecimento técnico sobre seguros. Será que sua formação académica é da Independente ?
Não me surpreenderia!


manuel, FÁTIMA | 19/05/10 11:41
É inacreditável ver / ler comentários sobre diversas actividades, por responsáveis da DECO que de deco nada tem. SOBRE A MATÉRIA DE SEGUROS É AINDA MAIS CONFRANGEDOR, porque as opiniões transmitidas denotam uma total parcialidade e uma falta de conhecimento sobre a matéria. Não percebem nada do assunto e pôem-se a opiniar, sobre assunção de responsabilidades que são transferidas para os Seguradores de elevado significado social ! É por estas e outros que já fui sócio e actualmente o não.


JULIO FERREIRA, LISBOA | 19/05/10 11:25
Por haver neste País a ideia de nos guiarmos por Drs. e Eng.os "de galinheiro " que sâo aos milhares infelizmente é que chegámos ao ponto em que estamos !
Quem devia de se preocupar com estes " desvios de consciência " era o ISP, infelizmentes pouco destas " desinformações " na área Seguradora , são , ao que sei, devidamente corrigidas em tempo e no local próprio. Então exige-se , e muito bem , licença para exercer a Mediação de Seguros , Cursos, Exames etc. e, deixa-se que leigos falem desta Actividade ! e ainda por cima tendenciosamente e desinformando.
Aprendam primeiro , estudem , especializem-se e, então falem com bases sólidas sobre temas fulcrais na vida de todos nós, ou se não se quizerem dar a esses incómodos, calem-se e peçam para falar/escrever a quem está devidamente habilitado.


Graça Dias, Lisboa | 19/05/10 09:56
A inaceitável falta de ISENÇÃO manifestada pela DECO neste artigo sobre seguros, não é de todo surpreendente!!! dado a DECO desde há muito atuar de acordo com seus próprios intereses "materiais" e não propriamente com o rigor e exigência, daquelas que deveriam ser as suas funções - DEFESA DO CONSUMIDOR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Graça Dias, Lisboa | 19/05/10 09:45
A inaceitável falta de ISENÇÃO por parte da DECO no que concerne a este artigo sobre seguros, não é de todo algo que nos surpreenda !!! A DECO advoga a favor de interesses "materiais" da sua organização e não em defesa dos interesses do cosumidor!!! É uma organização "CINZENTA", que deveria ser extinta.


António Torcato, Loures | 19/05/10 09:29
Não percebo realmente onde a DECO vai buscar esses valores. Eu tenho um Volkswagen Golf 2.0 TDi, com um seguro de 50 milhões de euros e danos próprios mais seguro de ocupantes, e outras coisas mais, e sem bónus o seguro custa 976 euros com bónus fica - me em 444,45 euros. Não entendo as contas da DECO, e por não concordar com muita coisa que a DECO diz e faz, deixei de ser s´~ocio dessa associação.



David, | 19/05/10 09:24
Realmente até quem nos deve defender tem intresses , e ainda por cima nao têm vergonha de o dizer em publico.


antonio, guarda | 19/05/10 08:03
ola, bom dia

a Deco se tentasse resolver os problemas aos seus associados, é que faziam grande trabalho, agora falar em poupanças de seguros na ordem do 1.000 € anuais, devem andar a brincar maior parte das familias mal têm dinheiro para fazer 1000 € de seguros anuais, quanto mais pouparem, por aqui se vê a quem serve a deco


Vasco Mingatos, Coimbra | 19/05/10 07:39
Sendo a DECO uma entidade isenta e que visa defender o consumidor, qual a moral para estabelecer um protocolo com uma seguradora em particular? Mais ainda: qual a moral a Moral para a sua especialista em seguros dar uma entrevista a fazer publicidade aos produtos da OKTeleseguros?!? Foi por isto que deixei de ser sócio! O Jumbo tem um protocolo com a AXA e dá 10-0 ao protocolo DECO/OKTeleseguros!


jose, | 19/05/10 00:31
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