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Autor Regulação. Ou não.  
Lark
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« em: 2008-05-10 22:38:06 »

Young widower pushes for change in Mass. life insurance law

By DENISE LAVOIE, AP Legal Affairs Writer Sat May 10, 1:35 PM ET

ASHLAND, Mass. - When Jenny and John Crowley learned they were having a baby, they did the responsible thing: they bought life insurance.
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Barely in their 30s, they passed the insurance company's physicals, applied for a $500,000 policy for Jenny and a $1 million policy for John, and thought they wouldn't have to worry about it for decades.

The Savings Bank Life Insurance Co. of Massachusetts was so taken with the Crowleys, the company used a photograph of their newborn daughter swaddled in a yellow blanket on the cover of one of its brochures.

Just one year later, Jenny was dead of an aggressive form of breast cancer, and when John tried to start his life anew as a single father, SBLI rejected his claim for it to pay his wife's policy. The company claimed that even though doctors said Jenny was healthy, she must have been sick before they agreed to insure her.

"I took solace in the fact that I had this life insurance policy that was designed to protect me financially. Without that, it put a lot of stress on me," John Crowley said. "Financially, I was thinking about how am I going to care for my daughter, how am I going to be a mom and a dad? It's a very rough and kind of scary situation."

Now Crowley is pushing for a change in Massachusetts law that would force an insurer to prove a person misrepresented his well-being or should have known he was not in good health based on "active symptoms of a serious change in health" in order to deny a claim. Under current standards, the responsibility rests with the insured person to prove he didn't know he was ill.

SBLI, which has since settled with Crowley, acknowledges that it changed its own policy several months ago and is now supporting Crowley in his fight for the legislation, dubbed "Jenny's Law."

"Under precedent at the time, it did require that a person be in good health when the policy was issued, even if they didn't know about it," said general counsel Terence O'Malley. "We reviewed all that and agreed that a different standard should apply."

In most states, "good health" is clearly defined in insurance laws, but in Massachusetts the courts have relied on precedent set in cases dating back to 1920 that put the burden on policyholders to demonstrate that they were in good health when the policies were issued.

Under the proposed law, which is expected to come up for a vote this spring, there is a presumption that the policyholder was in good health — otherwise, the insurer would not have issued a policy.

In Jenny Crowley's case, SBLI cited the "good health" provision, which says the person insured must be in good health when a policy is issued, and the "incontestability" provision, which says that for a certain period after a policy is issued, usually two years, an insurer can rescind a policy or refuse to pay a claim.

Both are standard in life insurance policies, and insurers generally closely scrutinize claims made within the two-year period, said Edward Graves, a professor of insurance at The American College, a financial services college based in Bryn Mawr, Pa.

State Sen. Karen Spilka, who introduced the proposed change to the law, said the provisions are meant to prevent fraud and should not be invoked in cases like Jenny Crowley's.

"When somebody is going through grieving the loss of a spouse, particularly someone so young, to have to think that you've taken all the steps that you're told to be taking, to then find out that well, because of this possible technicality, that you may not get what you thought you were getting is just not fair," she said.

Several state and national insurance associations said it was difficult to estimate how often a case like the Crowleys' could occur.

In July 2004, Jenny Crowley passed a medical exam and blood work done by SBLI.

A month later, her doctor examined her breasts during a postpartum checkup and no abnormalities were noted. Two months later, a doctor noted some breast firmness and suggested that Jenny see a specialist as a precaution. A biopsy showed that she had stage IV breast cancer.

Jenny and John had known each other since elementary school, and were high school sweethearts. John proposed at the top of the Arc de Triomphe in Paris in 1999, and they were married a year later.

John went to work for an accounting firm, while Jenny was an account manager at an advertising agency. In 2002, they bought a house in Ashland, about 25 miles west of Boston. The following year, they were overjoyed when they learned Jenny was pregnant.

They chose SBLI because their rates were competitive, and Jenny had managed the company's advertising. After Kaitlyn was born, SBLI asked if they could use her photo on their marketing brochure.

"If only every decision were as easy as choosing the right life insurance," reads the brochure's headline.

Some in the insurance industry were initially concerned that the proposed legislation would preclude companies from denying claims when they suspect fraud. But the industry now supports the measure.

"We believe the bill strikes a reasonable balance, enabling consumers to challenge claims decisions while preserving insurers' ability to protect against fraud and misrepresentation," said Andrew Calamare, president of the Life Insurance Association of Massachusetts.

John Crowley, now 34, testified before the state legislature about the proposed law.

"I feel like I have a moral obligation to prevent this from happening to anyone else," he said.
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Lark
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« Responder #1 em: 2008-05-10 23:03:14 »

Esta notícia fez-me pensar.
Partindo do princípio que os mercados se auto-regulam, não devia ser necessária regulação para este caso.
Um outro concorrente, neste mercado, se chegaria à frente com apólices em que os segurados não necessitariam de provar que estavam saudáveis quando do estabelecimento do contrato.
Para ganhar clientes.
Mas o facto é que o mercado segurador vai no sentido oposto.
As condições para os segurados são cada vez mais penalizadoras.

Ergo, não existe auto-regulação. É um mito.

O bem comum não é necessariamente assegurado pelo livre funcionamento do mercado.
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Lark
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« Responder #2 em: 2008-05-10 23:08:32 »

A minha solução para estas situações não seria mais uma lei ou regulamento.
Seria a intervenção directa no mercado através de uma empresa pública. Já que o mercado, por cartelização, não satisfaz uma necessidade básica como esta, a empresa pública ofereceria apólices que a satisfizessem.
Isto forçaria o resto do mercado a ajustar-se e a oferecer o mesmo produto. E poupar-se-ia mais uma lei ou regulamento.
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Incognitus
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« Responder #3 em: 2008-05-10 23:09:54 »

Citar
Ergo, não existe auto-regulação. É um mito.

O bem comum não é necessariamente assegurado pelo livre funcionamento do mercado.


Bem, se adicionar essa condição providenciasse mais lucro, seria de esperar que alguma seguradora a lançasse, sim.

Se ninguém a lança, isso de alguma forma dará a ideia que o impacto sobre os lucros de uma tal regra seria anti-económico.

Repara que estás a avançar com a ideia que a ausência dessa competitividade é prova de falta de auto-regulação, quando pode até ser prova exactamente do contrário (a indústria está a autoregular-se ao não concorrer com essa regra).

Bem, em todo o caso todas as possíveis regras têm um custo, certamente que existe um preço ao qual se pode vender seguros com essa regra. A regra procura evitar selecção negativa, por exemplo suicídios para lá dos dois anos o seguro também pagará. Se pagasse dias depois de uma apólice, quase todos os segurados comprariam seguros antes de se matarem.

Mesmo assim existem exemplos de pessoas a planear a 2 anos de distância ...
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Lark
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« Responder #4 em: 2008-05-10 23:52:51 »

Citação de: "Incognitus"
Citar
Ergo, não existe auto-regulação. É um mito.

O bem comum não é necessariamente assegurado pelo livre funcionamento do mercado.


Bem, se adicionar essa condição providenciasse mais lucro, seria de esperar que alguma seguradora a lançasse, sim.


Mas não a lançam a não ser por obrigação. Porque há cartelização.
O mercado livre seria um idílio se não houvessem cartéis e monopólios. Mas o facto é que os há.
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Lark
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« Responder #5 em: 2008-05-10 23:55:04 »

É sabido que a bica tem uma margem de lucro brutal. No entanto toda a gente a vende ao mesmo preço.
A mão invísivel tem mais um dedo de que ninguém fala.
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« Responder #6 em: 2008-05-11 00:00:06 »

Citação de: "Lark"
A minha solução para estas situações não seria mais uma lei ou regulamento.
Seria a intervenção directa no mercado através de uma empresa pública. Já que o mercado, por cartelização, não satisfaz uma necessidade básica como esta, a empresa pública ofereceria apólices que a satisfizessem.
Isto forçaria o resto do mercado a ajustar-se e a oferecer o mesmo produto. E poupar-se-ia mais uma lei ou regulamento.


Pensando bem, faria melhor. Abria um concurso de licenciamento de uma empresa seguradora para a qual procuraria uma entidade privada. Enquanto a empresa cumprisse os requisitos do licenciamento (assumir que um segurado é saudável quando faz um contrato) teria uma determinada isenção ou redução de impostos. Se falhasse, o licenciamento voltava a concurso.
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« Responder #7 em: 2008-05-11 00:01:39 »

Aqui acho que nem é um caso de regulação, é mesmo um caso de justiça... Se a segurada passu nos exames da própria seguradora e esta emitiu a apólice, aceitou implicitamente que a Sra. estava de boa saúde, fisicamente e legalmente. O comportamento posterior da seguradora resulta de má-fé, pois o ónus da prova deveria estar na seguradora e não na segurada.
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« Responder #8 em: 2008-05-11 00:23:00 »

Citação de: "karnuss"
Aqui acho que nem é um caso de regulação, é mesmo um caso de justiça... Se a segurada passu nos exames da própria seguradora e esta emitiu a apólice, aceitou implicitamente que a Sra. estava de boa saúde, fisicamente e legalmente. O comportamento posterior da seguradora resulta de má-fé, pois o ónus da prova deveria estar na seguradora e não na segurada.


Pelos vistos segundas as leis do Massachussets, não. Por isso é que querem mudar a lei.
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« Responder #9 em: 2008-05-11 00:27:56 »

De qualquer ads formas, a Savings Bank Life Insurance Co. já não se livra da má publicidade...
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« Responder #10 em: 2008-05-11 12:37:37 »

Este é um ramo em que a cartelização é certa...

Os contratos são propositadamente extensos (para não serem lidos) e há seguros que são ridiculos.

A lei favorece as seguradoras e só as seguradoras.

Todos os que temos seguros de saude (uteis, face à nossa realidade no sector) sabemos que podem ser uteis durante um ano, pois os actuais contratos são renovaveis por interesse das partes, ao fim de cada ano. Logo se a vossa tosse for muito forte e a seguradora tiver que vos suportar é possivel que na renovação recebam uma cartinha a dizer adeus...

Chegando aos 65 anos, adeus de qualquer maneira, saudáveis ou não...podem ter seguro desde os 18, que é indiferente...

( em França, se a seguradora ficar com o cliente quatro anos, periodo suficiente para aferir a saude, é-lhe impossivel rescindir a seguir)

Mas o maior ridiculo é algum do negocio cruzado dos bancos...

Se têm credito à habitação, tiveram que contratar um seguro habitação, isto é um seguro para as paredes....mas não cobre sismos, para isso tem que contratar a cobertura à parte... :twisted: obvio que o funcionario em 95% dos casos não vos avisa...

Isto é, contratam um seguro que vos protege as paredes de um ataque da retro-escavadora assassina, eh, eh..

Os incendios domesticos geralmente não danificam a estrutura e chega-se ao cumulo do banco obrigar ao seguro de incendio na construção, quando ainda não existe uma grama de material combustivel... :twisted:

No ramo auto continua(va) a saga....imaginem que tem um seguro normal...bebem uns copos e ajuizados que são, passam a chave a um amigo abstemio...ele troca os pés, ou mãos e agarram um pinheiro. Chegamos à conclusão que nenhum dos dois está abrangido, ele porque é o condutor e voçês que são tomadores do seguro.. :twisted:

Isto era assim, quando tirei o curso de mediador...fui um fiasco na actividade, sou incapaz de vender o que seria incapaz de comprar... :?
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